Max Verstappen prevê uma “grande surpresa” na F1 2026 por causa das mudanças profundas no regulamento de motores e aerodinâmica. O tetracampeão mundial criticou duramente o novo pacote técnico nos últimos meses. Ainda assim, admite que a reformulação completa pode gerar um cenário imprevisível quando a categoria entrar em território desconhecido.
Embora já tenha classificado o foco em gerenciamento de energia como “antirracing” e “Fórmula E com esteróides”, o piloto da Red Bull reconhece que a ruptura técnica pode tornar o campeonato empolgante. Segundo ele, a redefinição das bases tende a embaralhar a ordem competitiva construída nos últimos anos.
Em entrevista à Apple TV, Verstappen antecipou o que espera da temporada e reforçou o nível de incerteza no paddock. “Este ano vai ser bem insano com todas as novas regras também. Então provavelmente haverá uma grande surpresa entre as equipes em comparação com o que você viu nos últimos anos. E ainda há muita coisa desconhecida. Também para nós, não sabemos realmente o que esperar. E acho que isso também torna tudo muito empolgante para quem está assistindo, não saber o que vai acontecer.”
Mudança técnica altera as bases da pilotagem
Verstappen destacou que o impacto não será apenas conceitual. De acordo com ele, as bases de pilotagem na F1 vão mudar de forma perceptível com o novo regulamento. “É uma grande mudança”, afirmou o holandês, antes de aprofundar o ponto.
“Honestamente, é a maior mudança em mais de 10 anos. É empolgante ao mesmo tempo. Como piloto, quando você dirige um carro parecido por alguns anos, claro que ele evolui, mas as bases são as mesmas. E isso vai mudar um pouco ou bastante este ano.”
Portanto, além do redesenho aerodinâmico e da nova arquitetura de unidades de potência, a adaptação do estilo de pilotagem pode se tornar decisiva. Nesse contexto, equipes que interpretarem melhor o equilíbrio entre combustão e energia elétrica podem abrir vantagem relevante logo no início do ciclo.
O holandês também comentou o retorno da Ford à F1. A marca norte-americana volta à categoria após mais de 20 anos e atuará como parceira de unidade de potência da Red Bull no novo ciclo.
“Claro, com a Ford voltando, acho que é uma parceria muito empolgante”, declarou. “Eles têm muita história no esporte, na Fórmula Um também, então todos estão super animados para começar.”
Assim, enquanto o grid ainda trabalha em simulações e correlações de túnel de vento, Verstappen admite que nem mesmo a própria equipe sabe exatamente onde estará quando as luzes se apagarem na estreia da nova era técnica.