Honda identifica causa dos problemas na pré-temporada

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 às 9:10

Aston Martin

A Honda esclareceu a causa dos problemas enfrentados na pré-temporada do Bahrain. Além disso, a fabricante japonesa já colocou em prática um plano técnico para corrigir as falhas antes da etapa de abertura de 2026 na Austrália.

Desde o início, o novo ciclo com a Aston Martin mostrou sinais de alerta. Como resultado, a quilometragem acumulada ficou muito abaixo do ideal. Enquanto isso, o calendário avança e a estreia se aproxima rapidamente.

Inicialmente, a equipe chegou atrasada ao shakedown em Barcelona. Por isso, completou apenas 65 voltas antes de seguir para o Bahrain. Em seguida, tentou recuperar o tempo perdido nos testes oficiais.

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Quilometragem limitada compromete preparação

No entanto, ao longo dos seis dias de atividades em Sakhir, Aston Martin e Honda somaram somente 329 voltas adicionais. Ou seja, o programa técnico sofreu restrições claras.

Para piorar, o último dia foi ainda mais dramático. Na prática, o carro registrou apenas seis voltas antes de encerrar os trabalhos. Dessa forma, a coleta de dados ficou comprometida justamente na fase decisiva da preparação.

Diante desse cenário, a Honda decidiu abrir o jogo. Assim, detalhou o que prejudicou a performance e explicou quais medidas já executa para evitar novos contratempos.

Vibrações anormais atingiram o sistema de bateria

Segundo Ikui Takeishi, diretor administrativo da Honda, o problema começou com vibrações fora do padrão detectadas durante os testes.

“Durante os testes de pré-temporada, notamos algumas vibrações anormais”, afirmou o dirigente ao motorsport.com do Japão.

De acordo com Takeishi, essas vibrações provocaram danos diretos ao sistema de bateria da unidade de potência. Consequentemente, a confiabilidade caiu e limitou o tempo de pista.

Em resposta imediata, a fabricante iniciou investigações tanto no lado da UP quanto no próprio carro. Ao mesmo tempo, engenheiros analisam dados estruturais para entender a origem exata da oscilação.

Além disso, a Honda utiliza o banco de testes de Sakura, equipado com monocoque, para simular as condições reais de vibração.

Dessa maneira, consegue aplicar contramedidas específicas e validar soluções antes de retornarem à pista. Atualmente, o processo de implementação segue em ritmo acelerado.

Retorno à categoria mantém ambição elevada

Vale lembrar que a Honda retornou oficialmente à Fórmula 1 nesta temporada após deixar a categoria no fim de 2021. Naquela ocasião, a marca atingiu o auge ao conquistar o título mundial com Max Verstappen e a Red Bull.

Agora, o contexto é diferente. Ainda assim, o discurso interno permanece firme. Mesmo diante das dificuldades iniciais, a liderança não recua nas metas estabelecidas.

Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, reforçou essa postura. “Há muitas coisas acontecendo, mas definitivamente vamos vencer”, declarou.

 

LS - www.autoracing.com.br

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