F1 terá IA para julgar limites de pista em 2026

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 9:25

Limites de pista no Red Bull Ring

A Fórmula 1 vai implementar já em 2026 um sistema com suporte de inteligência artificial para encerrar de forma mais consistente a longa controvérsia dos limites de pista.

Nos últimos anos, o tema gerou críticas recorrentes de pilotos, equipes e torcedores. Por isso, a federação decidiu adotar uma abordagem mais tecnológica e menos subjetiva.

De acordo com informações publicadas pelo jornal italiano La Repubblica, a ferramenta semiautomatizada – chamada internamente de ECAT (Every Car All Turns) – será integrada ao atual software de gerenciamento de corridas da FIA.

Assim, o sistema passará a detectar com maior precisão quando um carro ultrapassar os limites do traçado. Consequentemente, a expectativa é reduzir divergências e ao mesmo tempo padronizar as decisões ao longo do campeonato.

Quero ser VIP
 

Como o ECAT processa os dados em tempo real

Na prática, o ECAT combina visão computacional com dados de microssetores da volta. Dessa maneira, o software compara constantemente a posição do carro com um modelo digital de referência da pista. Sempre que identifica uma possível infração, o sistema sinaliza automaticamente o lance para revisão.

Além disso, estima-se que até 95% dos casos sejam filtrados previamente pelo programa antes de chegarem à direção de prova. Portanto, o volume de análises manuais deve cair de forma significativa. Com menos interferência humana inicial, a tendência é ganhar agilidade sem comprometer a precisão.

Chris Bentley, chefe de Estratégia de Sistemas de Informação para monopostos da FIA, detalhou que a plataforma opera a partir de um controlador centralizado de câmeras.

Segundo ele, o novo sistema permitirá definir todas as distâncias a partir de um único ponto e em seguida distribuir os cálculos necessários pela rede.

Além disso, será possível executar o software de visão computacional em qualquer máquina conectada ao sistema. Depois, a FIA enviará apenas o trecho específico de vídeo para processamento e receberá o resultado rapidamente.

Dessa forma, a federação conseguirá analisar um volume ainda maior de dados, com mais eficiência e escalabilidade.

Ainda assim, os comissários manterão a autoridade final sobre cada decisão. Contudo, a intenção é oferecer critérios mais consistentes e evidências visuais mais claras para as equipes. Em outras palavras, a tecnologia servirá como suporte, não como substituição do julgamento humano.

Inteligência artificial ganha protagonismo na categoria

O anúncio ocorre em meio a uma transformação tecnológica mais ampla na F1. Atualmente, a inteligência artificial já influencia áreas como estratégia, simulação e análise avançada de dados. Portanto, a adoção do ECAT representa mais um passo natural dentro dessa evolução digital.

Inclusive, várias equipes do grid de 2026 já contam com parceiros focados em IA. Assim, o esporte reflete uma tendência global de integração entre tecnologia e tomada de decisão em alta performance.

Coincidentemente, no mesmo dia em que o novo sistema ganhou destaque, Lewis Hamilton – cujo capacete exibe patrocínio da empresa Perplexity AI – incentivou profissionais a manterem a mente aberta diante das mudanças tecnológicas.

Antes da etapa de abertura da temporada em Melbourne, Hamilton escreveu no LinkedIn que tecnologia e IA estão remodelando indústrias em ritmo acelerado. Além disso, destacou que a liderança pode depender diretamente da rapidez com que cada profissional se adapta e evolui.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.