Peso mínimo da F1 vira dor de cabeça em 2026

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 às 9:19

McLaren

A luta para atingir o peso mínimo mais rígido da Fórmula 1 em 2026 ganhou força às vésperas de Melbourne. O novo limite mais baixo já pressiona diversas equipes no grid.

Como resultado, a balança virou protagonista neste início de temporada. Afinal, cada quilo extra representa performance perdida.

Equipes já sentem impacto do novo limite

De acordo com informações do paddock, Williams e Aston Martin aparecem consideravelmente acima do peso após os testes de inverno.

Por outro lado, a Alpine teria alcançado o alvo estipulado pelo regulamento. Da mesma forma, a Mercedes demonstra relativa tranquilidade nesse quesito.

Inclusive, Toto Wolff afirmou no Bahrain que a equipe alemã está em boa posição quanto ao peso. Portanto, pelo menos nesse aspecto, a Mercedes começa o campeonato com base sólida.

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McLaren prioriza redução antes de ganhos aerodinâmicos

Enquanto isso, a atual campeã McLaren ainda não teria atingido o limite mínimo. Além disso, o carro britânico também não desponta como o mais veloz neste momento.

Diante desse cenário, Andrea Stella, chefe da equipe, reforçou a importância de eliminar mais quilos. Segundo ele, mesmo após uma redução inicial, sempre existe margem para cortar ainda mais peso e consequentemente trabalhar melhor com o lastro.

Assim, a equipe ganha flexibilidade estratégica ao longo do fim de semana.

Paralelamente, fontes indicam que o primeiro grande pacote de atualizações da McLaren focará principalmente na redução de massa, e não apenas em avanços aerodinâmicos.

Ainda assim, o projetista-chefe Rob Marshall evitou dramatizar o tema. Na visão dele, existe exagero na obsessão pelos números da balança.

Em termos práticos, 10 quilos equivalem a cerca de três décimos por volta. Contudo, Marshall destacou que o essencial é ter o conceito de carro desejado. Se houver excesso de peso, a perda é conhecida – portanto, precisa ser administrada.

Red Bull encara desafio familiar

Além da McLaren, a Red Bull também carrega peso extra neste início de ciclo. O diretor técnico Pierre Waché reconheceu que o desafio não é exclusivo da equipe austríaca.

Segundo ele, todos buscam reduzir massa após o inverno. Entretanto, algumas estruturas podem ter feito trabalho mais eficiente até aqui.

Mesmo assim, Waché reforçou que a filosofia da Red Bull prioriza tornar o carro globalmente mais rápido, e não simplesmente atingir o número mínimo na balança.

Vale lembrar que, em 2022, a Red Bull iniciou o regulamento acima do peso. Posteriormente, porém, conseguiu reduzir a massa e dominou o campeonato.

Desta vez, embora existam desafios, Waché avalia que a situação atual é melhor do que naquele reinício regulatório.

Ferrari larga próxima do alvo

Enquanto algumas equipes ainda ajustam detalhes, a Ferrari aparece muito mais próxima do peso mínimo. Por isso, o bom desempenho inicial sob as novas regras não surpreende.

Mesmo que os tempos do Bahrain não tenham sido totalmente conclusivos, a McLaren segue capaz de brigar por vitórias. Contudo, Stella acredita que Mercedes e Ferrari apresentam leve vantagem neste momento.

Portanto, além da aerodinâmica e da gestão de energia, a guerra contra a balança pode definir o equilíbrio de forças logo nas primeiras corridas de 2026. Em outras palavras, quem resolver o peso antes tende a ganhar terreno no campeonato.

 

LS - www.autoracing.com.br

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