Steiner minimiza críticas de Verstappen aos carros de 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 às 9:14
Max Verstappen
Gunther Steiner, ex-chefe da Haas, tratou com cautela as críticas de Max Verstappen aos carros da Fórmula 1 para 2026.
Embora o novo regulamento represente uma ruptura técnica importante, Steiner acredita que o discurso do tetracampeão pode mudar. Afinal, segundo ele, resultados competitivos transformam qualquer percepção.
Mudanças profundas no regulamento de 2026
Antes de tudo, é preciso entender o contexto. A F1 implementou alterações expressivas tanto na aerodinâmica quanto nas unidades de potência. Além disso, o equilíbrio entre motor a combustão e energia elétrica ganhou ainda mais protagonismo.
Consequentemente, o estilo de pilotagem também mudou. Agora, os pilotos precisam gerenciar a bateria de forma mais estratégica durante as corridas. Por isso, Verstappen demonstrou incômodo.
Recentemente, o holandês classificou as novas regras como “anticorrida”. Ao mesmo tempo, lançou dúvidas sobre seu futuro na categoria. Portanto, o debate ganhou força no paddock.

Steiner vê reação natural às mudanças
Por outro lado, Steiner adota uma leitura diferente. Para ele, a insatisfação faz parte do processo de adaptação. Em outras palavras, grandes mudanças sempre provocam resistência inicial.
“Ele ficará feliz o suficiente para lutar pelo título mundial”, afirmou à RTL. “É isso que ele quer, e ele é o melhor piloto do momento”.
Além disso, o ex-dirigente destacou que o novo sistema de recuperação de energia exige uma abordagem completamente nova. Assim, os pilotos precisam rever estratégias de corrida, pontos de ataque e até formas de defender posição.
“Como piloto, você precisa repensar as coisas com esse novo sistema e criar uma estratégia totalmente diferente”, explicou. “É simplesmente diferente”.
Ainda segundo Steiner, o fator psicológico pesa. Naturalmente, seres humanos tendem a rejeitar mudanças bruscas. No entanto, vitórias costumam mudar rapidamente essa narrativa.
“Nós não gostamos de mudanças grandes. Mas assim que ele começar a vencer, ficará feliz com o carro”.
Preferência por motores tradicionais
Mesmo assim, Steiner reconheceu que entende o ponto de Verstappen. Afinal, a transição para 2026 representa uma das maiores mudanças técnicas da era híbrida.
“Eu entendo a crítica de Max porque a mudança é muito grande”, declarou. “Sabemos que ele é um competidor nato”.
Além do mais, o piloto já demonstrou preferência por motores V10 ou V12, como nos períodos clássicos da categoria. Entretanto, o ex-chefe da Haas reforçou que talento se adapta a qualquer cenário.
“Max é um piloto que pode ser rápido em qualquer lugar. E assim que perceber novamente que pode vencer algo, vai se acostumar com a nova tecnologia”.
Portanto, na visão de Steiner, a lógica é direta. Se Verstappen receber um carro capaz de disputar o campeonato, a resistência ao regulamento diminuirá. Em síntese, competitividade resolve quase tudo na F1.
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