Sainz pede flexibilidade nas regras de 2026
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026 às 9:21
Carlos Sainz
Carlos Sainz fez um apelo claro e direto à FIA e à Formula One Management. Segundo o espanhol, a Formula 1 precisa manter a mente aberta diante das novas regras de gestão de energia que entram em vigor em 2026.
Além disso, ele defende ajustes rápidos caso o regulamento prejudique o espetáculo. Em outras palavras, Sainz quer flexibilidade desde o início da temporada.
Novo equilíbrio de potência muda o cenário
A partir de 2026, as unidades de potência terão divisão exata de 50% entre motor a combustão e bateria. Ao mesmo tempo, a parte elétrica sobe de 120 kW para 350 kW.
Consequentemente, a gestão de energia deixa de ser detalhe estratégico e passa a ser fator decisivo em cada volta.
Durante a pré-temporada, os testes já indicaram forte necessidade de “lift and coast”. Ou seja, os pilotos precisam aliviar o acelerador com frequência para garantir carga suficiente ao longo do giro.
Por isso, Max Verstappen classificou o regulamento como “anticorrida”. Além do mais, comparou a categoria a uma “Fórmula E com esteroides”.

Bahrain alivia, mas Melbourne acende alerta
Em pistas com grandes zonas de frenagem, o impacto tende a ser menor. No GP do Bahrain, por exemplo, as freadas intensas favorecem a regeneração de energia. Ainda assim, Sainz ressalta que nem ali o equilíbrio parece totalmente satisfatório.
Por outro lado, o GP da Austrália pode expor fragilidades. O traçado de Albert Park Circuit possui apenas uma freada forte. Além disso, o trecho entre as curvas 6 e 13 é praticamente percorrido com o pé embaixo.
Somam-se a isso as rápidas mudanças de direção nas curvas 11 e 12, que limitam ainda mais as oportunidades de recuperação de energia.
Dessa forma, a exigência energética cresce consideravelmente. Logo, Melbourne surge como primeiro grande teste real do regulamento.
Diretor da GPDA defende ajustes finos
Sainz não fala apenas como piloto. Ele também atua como diretor da Grand Prix Drivers’ Association (GPDA). Portanto, sua preocupação reflete um debate mais amplo dentro do paddock.
Segundo ele, ninguém conseguiu prever com precisão o nível exato de downforce, o arrasto aerodinâmico ou o padrão de distribuição que cada equipe adotaria. Assim, o impacto total das regras só aparecerá em condições reais de corrida.
Além disso, o espanhol reconhece que a mudança representa um salto técnico enorme. Ainda assim, acredita que a prioridade deve ser manter a categoria competitiva e atrativa.
Em síntese, sua mensagem é simples: começar o ano com flexibilidade. Caso os níveis de coleta e distribuição se mostrem exagerados, a FIA e a FOM deveriam considerar ajustes pontuais. Afinal, pequenas correções podem preservar o DNA da F1.
Flexibilidade desde a primeira corrida
Enquanto algumas pistas podem mascarar o problema, outras tendem a amplificá-lo. Portanto, a resposta deve vir cedo.
Se Melbourne confirmar as preocupações, a pressão por mudanças aumentará rapidamente. Por outro lado, caso o equilíbrio funcione, o debate pode perder força.
De qualquer maneira, Sainz deixa claro: é melhor iniciar a nova era com margem de adaptação do que ficar preso a um modelo rígido. Para ele, a F1 precisa evoluir sem comprometer o espetáculo.
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