FIA aprova asa traseira radical da Ferrari
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 11:03
Asa traseira da Ferrari
A FIA tomou sua decisão inicial sobre a legalidade da nova asa traseira radical da Ferrari, apresentada na quinta-feira durante os testes da Fórmula 1. Assim que o conceito apareceu no paddock, o assunto dominou as conversas técnicas.
Logo nas primeiras voltas, Lewis Hamilton utilizou a solução inovadora. No entanto, o britânico completou apenas cinco giros antes de enfrentar problemas técnicos. Ainda assim, o suficiente para gerar forte repercussão.
Conceito inovador ganhou nova versão em 24h
Diferentemente do sistema tradicional de DRS, a abertura do slot gap do sistema ativo girava 270 graus até ficar totalmente exposta. Ou seja, em vez de apenas se deslocar para trás, o elemento literalmente virava para ampliar a passagem de ar.
Na quarta-feira, a equipe utilizou uma configuração mais convencional, semelhante ao DRS padrão. Entretanto, quando Hamilton retornou à pista na quinta-feira à tarde, a Ferrari reinstalou a versão radical. Portanto, ficou claro que a solução fazia parte do plano de testes comparativos.
Além disso, Frederic Vasseur, chefe da equipe, não descartou o uso da asa em grandes prêmios. Dessa forma, a inovação pode estrear em corrida, caso os dados confirmem o ganho esperado.

Por que a asa reduz ainda mais o arrasto
Quando ativada, a asa passa a gerar sustentação semelhante à de uma aeronave. Consequentemente, o fluxo de ar se reorganiza. Como resultado direto, o arrasto diminui ainda mais. Assim, a velocidade final aumenta nas retas.
Além disso, o conceito se encaixa na filosofia atual do regulamento. Afinal, a redução de arrasto se tornou prioridade com as regras aerodinâmicas recentes. Portanto, soluções criativas nesse setor são naturalmente incentivadas.
FIA explica liberdade maior no regulamento
Ao comentar o novo desenho, Nikolas Tombazis, diretor técnico de monopostos da FIA, destacou a liberdade concedida às equipes nessa área específica.
Segundo ele, a entidade optou por incentivar soluções que reduzam o arrasto. Por esse motivo, as restrições mais rígidas sobre a abertura do slot gap que estavam em vigor no ano passado não foram mantidas nesta temporada.
“De modo geral, encorajamos soluções que reduzam o arrasto”, afirmou Tombazis à imprensa.
Em seguida, explicou que as regras anteriores limitavam a abertura do sistema. Contudo, essa limitação foi removida justamente para ampliar as possibilidades técnicas. Assim, as equipes ganharam margem para inovar.
Diante desse cenário, a FIA entende que a solução apresentada pela Ferrari está dentro do regulamento atual. Portanto, pelo menos neste estágio inicial, a asa traseira radical recebe sinal verde.
Agora, resta saber se a equipe adotará o conceito nas corridas e sobretudo como as rivais reagirão caso o ganho de velocidade se confirme na pista.
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