Coulthard questiona decisão de Hamilton na Ferrari

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 às 9:15

Lewis Hamilton

A decisão de Lewis Hamilton de não levar ninguém da Mercedes para a Ferrari continua gerando debate intenso no paddock. Além disso, a situação ganhou novo peso após as declarações de David Coulthard.

O ex-piloto de Fórmula 1 classificou isso como “absolutamente fascinante”. Ao mesmo tempo, ressaltou que a escolha pode ter consequências importantes às vésperas da temporada 2026.

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Mudança radical e adaptação complexa

Quando trocou a Mercedes pela Ferrari em 2025, Hamilton passou a trabalhar com um grupo totalmente novo de engenheiros. Entre eles estava Riccardo Adami, seu engenheiro de corrida naquele momento.

No entanto, ninguém deixou a Mercedes para acompanhá-lo à Scuderia. Como consequência, toda a garagem precisou aprender a operar ao lado do heptacampeão mundial praticamente do zero.

Porém, ao longo da temporada 2025, a parceria entre Hamilton e Adami apresentou ruídos claros. Diversas mensagens de rádio expuseram desalinhamentos estratégicos. Por isso, a conexão entre piloto e engenheiro nunca atingiu o nível ideal.

Diante desse cenário, a Ferrari decidiu afastar Adami da equipe de F1 para 2026. Assim, Hamilton terá um novo engenheiro de corrida.

Entretanto, apesar de o campeonato começar em pouco mais de duas semanas, o nome ainda não foi anunciado. Consequentemente, o tempo para construir confiança será extremamente curto.

Coulthard vê decisão como surpreendente

Durante o podcast Up to Speed, Coulthard demonstrou espanto com o contexto.

“Acho absolutamente fascinante que Lewis Hamilton tenha deixado a Mercedes e chegado à Ferrari sozinho”, afirmou.

Segundo ele, embora Angela Cullen tenha retornado ao entorno do piloto após ter se afastado no fim da passagem pela Mercedes, isso representa apenas um ponto de apoio pessoal. Ainda assim, não substitui a função técnica de um engenheiro de confiança.

Além disso, Coulthard destacou que sempre que mudou de equipe levou um engenheiro consigo. Dessa forma, manteve uma base sólida de conhecimento acumulado. Para o escocês, esse profissional funciona como um verdadeiro banco de dados estratégico.

Relação técnica acima de qualquer outra

Na visão do ex-piloto, a relação com o engenheiro de corrida é a mais importante dentro da equipe. Afinal, é esse profissional quem defende o piloto internamente quando novas peças chegam. Além do mais, ele participa diretamente das decisões técnicas que moldam a performance do carro.

Durante as corridas, essa importância se intensifica. Enquanto o piloto está na pista, o engenheiro transmite dados cruciais. Estratégias de parada, leitura de ritmo e avaliação de riscos passam necessariamente por essa comunicação.

Por outro lado, mesmo que o estrategista recomende uma parada imediata, a decisão final depende da confiança do piloto. Portanto, se não houver sintonia plena, a execução pode falhar.

Coulthard foi ainda mais enfático. Para ele, essa relação pode ser “mais importante” do que a com um parceiro amoroso. Justamente por isso, a indefinição do novo engenheiro de Hamilton amplia a pressão sobre a Ferrari.

Assim, além do desafio técnico natural de 2026, a equipe italiana precisa resolver rapidamente um ponto estrutural. Caso contrário, o início de campeonato poderá expor fragilidades que os rivais certamente tentarão explorar.

 

LS - www.autoracing.com.br

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