Cadillac define meta clara para Colton Herta na F2

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 às 9:17

Colton Herta

A Cadillac definiu parâmetros objetivos para Colton Herta em 2026. Acima de tudo, o plano mira a Fórmula 1 em 2027. Portanto, cada etapa da temporada na Fórmula 2 terá peso estratégico.

Dan Towriss, CEO da equipe, deixou isso evidente ao detalhar as expectativas para o americano. Herta, que integra o programa de desenvolvimento da Cadillac na F1, trocou a IndyCar por uma missão específica.

Em resumo, ele precisa garantir os pontos da superlicença. Para isso, deve terminar o campeonato entre os oito primeiros. Caso contrário, o objetivo fica comprometido.

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Top 10 como referência imediata

Segundo Towriss, a régua inicial está clara.

“De forma geral, espero que Colton termine no top 10 da F2”, afirmou ao motorsport-total.com. Ainda assim, o resultado bruto não será o único critério.

Além da posição final, a Cadillac quer evolução técnica. Ou seja, Herta precisa dominar rapidamente circuitos europeus e sobretudo os pneus Pirelli. Consequentemente, a adaptação ao estilo dos carros da F2 torna-se parte central da preparação.

Towriss também ressaltou outro ponto importante. A avaliação envolverá todos os recursos do projeto. Portanto, dados de telemetria, capacidade de feedback e leitura estratégica de corrida entrarão na análise. Assim, a equipe terá um panorama completo da prontidão do piloto.

Projeto 2027 já está em construção

A Cadillac estreia oficialmente na F1 nesta temporada. Inicialmente, a equipe apostou em experiência ao contratar Sergio Perez e Valtteri Bottas.

Entretanto, a estratégia de longo prazo vai além. Paralelamente à consolidação da estrutura, a marca quer desenvolver um talento americano. Nesse contexto, Herta desponta como candidato natural para 2027, principalmente se surgir uma vaga.

Por isso, a mudança de rumo na carreira ganhou tanta repercussão. Aos 25 anos, o piloto deixou a IndyCar no auge. Ainda assim, optou por retornar a uma categoria considerada de base.

Decisão “bizarra”, mas estratégica

Em entrevista ao New York Times, Herta reconheceu o caráter incomum da escolha.

“É um caminho de carreira bizarro, não vou negar”, afirmou. “Sou piloto profissional. Não queria voltar a uma categoria júnior aos 25 anos”.

Contudo, após discutir o cenário com seus apoiadores, a decisão se tornou lógica. Afinal, o objetivo maior sempre foi a F1.

“Quero chegar à F1. Neste momento, essa é minha melhor chance. Portanto, preciso lutar por isso”.

Calendário intenso e foco total na transição

Além da F2, Herta disputará provas de endurance com a Wayne Taylor Racing. Simultaneamente, atuará como piloto de testes no programa de F1 da Cadillac. Dessa forma, manterá contato direto com o projeto principal.

O calendário da F2 proporcionará experiência em circuitos de Grande Prêmio. Do mesmo modo, a adaptação aos pneus Pirelli será crucial. Afinal, a gestão de compostos representa um dos maiores desafios na transição para a F1.

Apesar das críticas externas, Herta demonstra serenidade. Ele afirma que não carrega ego para o novo desafio. Pelo contrário, encara o processo como aprendizado técnico.

“Não me preocupo com o que pensam sobre esse caminho. Não estou indo com ego. É como reaprender a andar de bicicleta”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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