McLaren cobra ajuste urgente nos motores de 2026

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 às 9:17

Andrea Stella

Andrea Stella, chefe da McLaren, defendeu mudanças rápidas nos novos motores da Fórmula 1 para 2026. Segundo ele, um comportamento já identificado pode eventualmente gerar situações perigosas durante os GPs.

Atualmente, a categoria atravessa a reta final da pré-temporada. Nesta semana, as equipes participam do último teste coletivo de três dias antes da abertura do campeonato. Portanto, o foco agora está totalmente voltado à adaptação ao novo regulamento técnico.

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Lift and coast entra no centro do debate

Desde o início dos testes, as equipes colocam na pista as novas unidades de potência. Ao mesmo tempo, pilotos e engenheiros trabalham intensamente para entender as mudanças. Isso acontece porque, a partir de 2026, a entrega elétrica passa a igualar a potência do motor a combustão interna.

Como resultado, o estilo de pilotagem mudou de forma significativa. Agora, para recuperar energia, os pilotos tiram o pé do acelerador muito antes da zona de frenagem. Dessa maneira, o chamado “lift and coast” se tornou parte constante das voltas rápidas e sobretudo das simulações de corrida.

No entanto, Stella demonstrou preocupação. Para ele, essa prática pode, em determinadas circunstâncias, criar riscos para o carro que vem logo atrás. Em corridas disputadas roda a roda, qualquer variação inesperada de velocidade pode aumentar o perigo.

“Existem soluções técnicas simples que podem resolver isso – a necessidade de tirar o pé e economizar energia”, afirmou Stella à imprensa.

Além disso, ele reforçou o ponto central de sua crítica: “Isso pode gerar situações perigosas para o carro que segue atrás”.

Segurança no grid acima do interesse competitivo

Por outro lado, o dirigente também mencionou outra preocupação relevante. De acordo com relatos surgidos nos testes, os carros estariam demorando mais para se posicionar corretamente no grid de largada. Consequentemente, esse fator também pode impactar a segurança em momentos críticos.

Diante desse cenário, Stella adotou um discurso firme. Para ele, medidas voltadas à segurança precisam ter prioridade absoluta. Ainda que eventuais ajustes afetem performance, esse não deve ser o foco principal.

Segundo o chefe da equipe, o debate não envolve ritmo de classificação nem de corrida. Pelo contrário, trata-se de um tema estrutural para a categoria.

“Não estamos falando sobre o quão rápido você é na classificação. Não estamos falando sobre qual é o seu ritmo de corrida”, destacou. “Estamos falando de segurança no grid. Existem temas que são maiores do que o interesse competitivo”.

Por fim, Stella resumiu sua posição de forma direta. “Ter segurança no grid, algo que pode ser alcançado com um ajuste simples, é óbvio. É um interesse maior”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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