Bortoleto relata frustração com novo carro da F1

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 às 11:55

Gabriel Bortoleto

Gabriel Bortoleto falou abertamente sobre sua frustração com um elemento específico da nova geração de carros da Fórmula 1 durante o teste de pré-temporada no Bahrain. Além disso, o brasileiro deixou claro que o processo de adaptação exigirá paciência.

O piloto inicia sua segunda temporada completa na F1. No entanto, agora ele compete com a Audi, que assumiu a Sauber após a reestruturação da fabricante alemã. Portanto, o momento marca uma nova fase na carreira do brasileiro.

Logo no primeiro dia de atividades no Circuito Internacional do Bahrain, o saldo foi produtivo. Ainda assim, os desafios técnicos apareceram desde as primeiras voltas.

Quero ser VIP
 

R26 impõe curva de aprendizado sob novo regulamento

Ao todo, Bortoleto completou 49 voltas. Dessa forma, acumulou dados relevantes sobre o comportamento do R26 diante do novo e complexo regulamento técnico. Consequentemente, a equipe conseguiu avaliar diferentes parâmetros de acerto.

Apesar do progresso inicial, o carro tem se mostrado difícil de controlar. Durante a sessão, o brasileiro travou os pneus em várias ocasiões.

Além do mais, enfrentou dificuldades nas reduções de marcha e no gerenciamento da bateria, o que aumentou o nível de complexidade na pilotagem.

Mesmo assim, ele destacou o lado positivo do desafio. Por outro lado, reconheceu que os novos carros apresentam menos aderência nas curvas, principalmente em comparação com a geração anterior.

“É simplesmente diferente, sabe?” afirmou à imprensa. “Com certeza é menos rápido do que no ano passado”.

Segundo Bortoleto, existe uma percepção comum no paddock. Em geral, muitos acreditam que carros mais rápidos automaticamente proporcionam mais diversão. Entretanto, a experiência prática pode contrariar essa lógica.

“As pessoas sempre acham que, porque o carro é mais rápido, é automaticamente mais divertido. Às vezes também é legal ter um carro com menos aderência. Você precisa brincar mais com ele”.

Ainda assim, ele evitou uma conclusão definitiva. Afinal, o campeonato sequer começou.

“Eu ainda não tenho uma opinião clara sobre o que prefiro porque ainda estamos no começo. Também preciso ver como será correr com esse regulamento. Até agora, só testamos. Mas é divertido. É legal”.

Procedimento de largada complica rotina no pit lane

Paralelamente às dificuldades em pista, outro ponto chamou atenção: os treinos de largada. Ao comentar o tema, Bortoleto detalhou os obstáculos enfrentados no pit lane.

O novo sistema de gerenciamento de bateria, por exemplo, exige até 10 segundos para liberar energia. Por consequência, o piloto precisa calcular o tempo com extrema precisão antes do apagar das luzes.

“Cara, é complicado”, admitiu. “O negócio dos 10 segundos… depois de cinco eu já perdi a conta. O motor sobe de giro, entra e sai marcha. Você precisa soltar a embreagem. É uma bagunça. No ano passado era muito mais fácil”.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.