Andy Cowell deve deixar a Aston Martin

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 às 18:05

Andy Cowell – Aston Martin

Certamente o mundo da Fórmula 1 observa agora uma movimentação importante nos bastidores de Silverstone. Andy Cowell deixará a Aston Martin após mudança de função sob a gestão de Adrian Newey como chefe de equipe. De fato Andy Cowell deverá deixar a equipe Aston Martin ainda este ano. Isso ocorre após uma mudança em sua função dentro da estrutura, segundo informações obtidas pelo site Planet F1.

Anteriormente Cowell liderou a equipe como CEO e chefe de equipe durante todo o ano de 2025. Todavia ele viu sua função mudar recentemente com a chegada de Adrian Newey ao cargo de chefe de equipe. Andy Cowell deve deixar a Aston Martin definitivamente em breve. O engenheiro britânico deverá sair da organização ainda este ano. Fontes sugerem que Cowell encerrará seu vínculo com a equipe em junho de 2026. Tal decisão acontece devido à incompatibilidade com a evolução de sua função.

As mudanças na gestão de Adrian Newey

A separação ocorre após mudanças feitas no final de 2025. Tais alterações levaram Newey a se autoproclamar chefe de equipe no time. Atualmente Newey é acionista minoritário da equipe de Lawrence Stroll, além de sócio técnico responsável. Cowell recebeu a nomeação para um novo cargo de diretor de estratégia da equipe. Entretanto essa mudança de responsabilidades só pode ser vista como uma despromoção.

Infelizmente o fato teria azedado a relação entre ele e a equipe pouco mais de um ano após seu retorno ao esporte. Embora Cowell estivesse presente com Stroll no lançamento da nova unidade de potência da Honda em Tóquio, a situação mudou. Ele também participou do lançamento da equipe para 2026 na Arábia Saudita. Contudo fontes sugerem que a separação está sendo bastante conflituosa. Andy Cowell foi o arquiteto das dominantes unidades de potência híbridas da Mercedes.

Ele trabalhou durante 20 anos na High-Performance Powertrains em Brixworth como diretor administrativo. O engenheiro havia se afastado da Fórmula 1 no final de 2020 em busca de novos desafios profissionais. Entretanto Stroll convenceu o britânico a retornar à Fórmula 1 em meados de 2024. O substancial investimento nas instalações e pessoal foram fatores-chave na decisão de Cowell. Ele desejava voltar ao grid em uma posição de liderança sênior.

A disputa interna em Silverstone

Inicialmente nomeado CEO do Grupo, Cowell iniciou seu trabalho em outubro de 2024. Logo depois ele fez suas próprias mudanças na gestão da equipe. O executivo substituiu o ex-chefe de equipe Mike Krack no cargo principal. Enquanto isso Krack passou a atuar especificamente na pista. Apenas dois meses após Cowell aceitar o convite, Stroll contratou outro grande nome da engenharia.

Adrian Newey chegou para integrar o projeto e ganhou uma participação minoritária na equipe. Além disso ele assumiu o cargo como sócio técnico-gerente. Sua posição acionária lhe confere maior poder em relação a quaisquer disputas internas da equipe. De fato o histórico de Newey no esporte é inquestionável. Seus projetos de carros conquistaram 12 títulos de construtores e 14 de pilotos nas últimas quatro décadas.

Fontes já haviam indicado que Cowell e Newey não estavam fundamentalmente alinhados em diversos tópicos de design. Da mesma forma eles divergiam na dinâmica de sua estrutura de liderança. Isso não surpreende dado o foco de Cowell em unidades de potência e o de Newey em aerodinâmica e chassis. Cowell perdeu o cargo de chefe de equipe no final da temporada de F1 de 2025. Newey assumiu o posto imediatamente.

O futuro técnico com a Honda

A Aston Martin agradeceu ao executivo de 56 anos por ter “lançado as bases” para o sucesso em 2026. Um comunicado da equipe esclareceu que ambos concordaram com a nova especialização de Cowell. Sua habilidade serviria melhor na otimização de parcerias técnicas com a Honda, Aramco e Valvoline. A Aston Martin passa de um cliente de motores Mercedes para uma equipe de fábrica da Honda.

Com a homologação dos novos motores para 2026 em 1º de março, o trabalho de Cowell diminuiria logicamente. Newey falou à Sky Sports F1 após a confirmação das mudanças recentes. Ele disse: “Para ser completamente honesto, ficou muito evidente que, com o desafio da unidade de potência de 2026, a habilidade de Andy, em termos de ajudar a parceria entre a Honda, a Aramco e nós, é absolutamente a sua especialidade”.

Newey continuou sua explicação sobre a transição. Ele afirmou: “Então, ele se ofereceu generosamente para se envolver bastante nisso durante a primeira parte de 2026.” O engenheiro então questionou sobre quem seria o responsável pela unidade de potência. Ele declarou: “Como vou participar de todas as primeiras corridas de qualquer maneira, isso não muda muito a minha carga de trabalho, já que estarei lá mesmo, então posso muito bem assumir essa parte.”

As prioridades de Newey no projeto AMR26

Embora Newey lidere a Aston Martin como chefe de equipe, o veterano de 66 anos tem outras prioridades. Ele deixou claro que trabalhar no projeto do AMR26 continua sendo seu foco principal. Isso também vale para o desenvolvimento de outros carros da marca. Tal cenário levanta a questão de se haverá outra mudança na liderança da equipe no futuro.

Newey explicou sua motivação para o trabalho técnico de design. Ele disse: “É isso que eu realmente quero e preciso fazer”. Além disso ele completou: “É isso que me motiva a levantar da cama todas as manhãs, então estou determinado a não diluir isso.” Com a saída iminente de Cowell em junho, a Aston Martin precisará reorganizar seu comando estratégico.

Certamente os fãs da maior comunidade de F1 no Brasil aguardam os próximos capítulos desta disputa de poder. Comentar Fórmula 1 exige entender essas nuances políticas na F1. Andy Cowell deve deixar a Aston Martin e isso representa o fim de uma curta e intensa era em Silverstone. Esperamos que a equipe encontre estabilidade para o novo regulamento técnico que se aproxima.

AS - www.autoracing.com.br

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