FIA quer esclarecer regras dos motores antes da temporada começar
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 às 13:34
Nikolas Tombazis – FIA
A FIA reconheceu que precisa esclarecer logo o regulamento dos motores. Essa medida deve ocorrer antes do início da temporada de Fórmula 1 de 2026. Nikolas Tombazis é o diretor de monopostos da federação. Ele admitiu que algumas equipes acharam um jeito de burlar a taxa de compressão máxima.
Atualmente o limite da taxa de compressão é de 16:1. Certas equipes usam essa manobra para aumentar essa taxa com os motores funcionando para melhorar o desempenho na pista. Tombazis não identificou qual fabricante explora esse truque técnico agora. Entretanto, a Mercedes é alvo de especulações sobre o tema há muito tempo.
Novas diretrizes para os motores da Fórmula 1 2026
McLaren, Williams e Alpine usam esses motores atualmente. A equipe de fábrica da Mercedes também utiliza o equipamento em questão. Os engenheiros são muito inteligentes e buscam sempre uma vantagem competitiva. Alguns encontraram formas de aumentar a compressão em alta temperatura.
Tombazis explicou essa situação em um vídeo publicado pela própria FIA. Ele passou muito tempo discutindo o problema com Jan Monchaux. O objetivo da FIA é resolver essas questões para o início da temporada. A federação não quer controvérsias jurídicas no tribunal ou com os comissários.

A intenção principal é manter as pessoas competindo apenas na pista. O limite inferior da compressão surgiu para atrair novas montadoras para a categoria. As novas regras de 2026 foram um sucesso absoluto nesse sentido. A Renault saiu do esporte, mas a Audi e a Red Bull-Ford entraram.
O desafio das novas fabricantes na categoria
A Honda retornou ao grid e a Cadillac deve chegar em 2029 com UP própria. Tombazis acredita que mais marcas teriam saído sem as novas regras. A FIA queria convidar novos participantes e teve êxito nessa missão. Atualmente existem cinco fabricantes de UP e um novo nome está a caminho.
Sem essas mudanças, o esporte provavelmente teria apenas duas fabricantes agora. Isso certamente seria um problema grave para o futuro da F1. Os novos participantes começaram o trabalho muito atrás dos nomes já estabelecidos. Por isso a FIA criou formas de garantir a igualdade de condições.
Existe um limite de custos e diversas outras limitações técnicas. Sem ajuda, os novos nomes teriam dificuldades para alcançar os rivais. Ainda será um grande desafio, pois não é uma tarefa fácil. A simplificação foi uma condição essencial para a entrada desses novos fabricantes.
A mudança na taxa de compressão e o futuro
A redução de custos pesou na decisão sobre a taxa de compressão. Antes o limite era de 18:1, mas o nível era difícil de atingir mesmo com combustível fóssil. A FIA mudou para 16:1, pois considera esse um meio-termo ideal. O tamanho das divisões de engenharia das equipes é um desafio constante.
A FIA quer impedir que projetistas encontrem formas de contornar as regras. Esse é um jogo de números e de estatísticas naturais. “É impossível não ter áreas de discussão quando surgem novas regras. O esporte sempre funcionou dessa maneira ao longo dos anos”, disse ele.
A federação está determinada a fazer um campeonato de competição real. O foco deve ser nos melhores pilotos, engenheiros e equipes. O certame não deve ser um campeonato de interpretação de regras. A FIA diz que quer proeza em engenharia e também proeza na pilotagem técnica.
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