Renault é acusada de trair promessas sobre Viry
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 às 9:30
Viry-Chatillon
A Renault voltou a ser alvo de fortes críticas na França. Desta vez, o motivo envolve o futuro da histórica fábrica de motores da Fórmula 1 em Viry-Chatillon.
Segundo o prefeito da cidade, Jean-Marie Vilain, a montadora estaria recuando em compromissos assumidos anteriormente.
O político afirmou à AFP que recebeu “com espanto” a notícia de que a Renault pretende abandonar os planos anunciados para a unidade, apesar das garantias dadas quando o grupo confirmou em 2024 o fim do seu programa de motores da F1.
“Eles estão nos enganando”, disparou Vilain. “Primeiro se comprometem e depois voltam atrás”. Além disso, o prefeito comparou a saída da Renault da F1 ao encerramento de projetos icônicos da França, como o Concorde e o transatlântico Le France.

Centro de excelência prometido, mas agora ameaçado
De acordo com Vilain, a Renault havia prometido transformar Viry em um centro de excelência em engenharia. A ideia surgiu justamente como alternativa após o encerramento do desenvolvimento de motores de F1.
Entre os projetos anunciados, estava uma unidade de potência movida a hidrogênio. No entanto, segundo o prefeito, nenhum desses programas deve seguir adiante. Por isso, o tema deve entrar na pauta de uma reunião do conselho de trabalhadores marcada para o dia 12 de fevereiro.
Enquanto isso, um porta-voz da Alpine preferiu não confirmar nem negar as acusações. Ainda assim, confirmou que haverá um encontro com representantes dos funcionários, embora até o momento sem divulgar a agenda oficial.
Valor histórico de Viry aumenta pressão política
O caso ganha ainda mais peso por causa do simbolismo do local. A fábrica de Viry-Chatillon ocupa um papel central na história do automobilismo francês e da F1.
Ao longo dos anos, o local esteve diretamente ligado a múltiplos títulos mundiais. “Trata-se de um local histórico de enorme importância”, destacou Vilain. Ele também lembrou que Alain Prost participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental das instalações modernas.
Ao mesmo tempo, a preocupação cresce entre os funcionários. Representantes sindicais relataram à AFP que as saídas de profissionais se intensificaram desde o encerramento do programa de motores da F1. Como consequência, alguns engenheiros já aceitaram propostas de equipes rivais.
Briatore assume decisão e rumores se intensificam
Todo esse desgaste político surge poucas semanas após Flavio Briatore assumir publicamente a responsabilidade pela decisão. O consultor executivo da Alpine afirmou ser “100% responsável” pelo encerramento do projeto de motores da Renault.
Além disso, a equipe passará a utilizar UPs da Mercedes a partir de 2026. Por causa disso, as especulações no paddock aumentaram de forma significativa.
Atualmente, circula a ideia de que a equipe sediada em Enstone pode estar sendo preparada para uma futura venda. Nesse contexto, o nome de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, aparece com força como possível investidor ou comprador.
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