Red Bull muda de lado e quer fechar brecha do motor Mercedes
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 às 9:25
Red Bull
A FIA enfrenta uma pressão política crescente em torno do controverso motor 2026 da Mercedes. Agora, a Red Bull teria mudado de lado. Segundo relatos recentes, a equipe passou a apoiar Ferrari, Honda e Audi no pedido por uma intervenção imediata.
Com isso, o cenário técnico da Fórmula 1 pode mudar de forma significativa.
Entenda o centro da controvérsia
O impasse gira em torno de alegações de que a Mercedes encontrou uma solução engenhosa. Por um lado, o projeto atenderia aos testes estáticos de compressão a frio da FIA. Por outro, alcançaria uma taxa de compressão efetiva maior quando o motor opera em temperatura ideal.
Como consequência, rivais estimam um ganho entre 10 e 15 cavalos de potência. Embora o tema esteja em debate desde dezembro, a situação se intensificou recentemente.
Isso ocorreu sobretudo após a última reunião do Power Unit Advisory Committee (PUAC), realizada na semana passada.

Discussões ganham força dentro da FIA
Durante o encontro, a FIA analisou propostas para refinar o processo de medição. Entre elas, uma opção ganhou destaque. A entidade avalia abandonar os testes a frio e adotar verificações com os componentes aquecidos.
Caso essa alternativa avance, a suposta brecha técnica deixaria de existir. Ainda assim, não há consenso sobre o prazo para uma decisão final.
Veículos italianos afirmam que a FIA já considera procedimentos alternativos. A revista Autosprint, por exemplo, indica que os testes estáticos a quente podem surgir já no GP da Austrália, desde que uma votação aprove a mudança.
Entretanto, outras publicações adotam uma postura mais cautelosa. Segundo elas, várias propostas continuam sobre a mesa. Além disso, qualquer alteração exigiria o tradicional processo político da F1.
Mudança de postura da Red Bull chama atenção
Apesar das incertezas, um ponto parece claro. A posição da Red Bull pode definir o desfecho.
Relatos da imprensa italiana e da Sky Deutschland indicam que a Red Bull Powertrains agora se inclina a apoiar Ferrari, Honda e Audi. Dessa forma, o grupo atingiria a supermaioria necessária para alterar os procedimentos técnicos.
Contudo, esse movimento representa uma reviravolta. No passado, a Red Bull chegou a ser associada a um conceito semelhante ao da Mercedes. No entanto, com seu primeiro programa interno de motores sob intensa vigilância, cresce a percepção no paddock.
Nesse contexto, Milton Keynes pode preferir bloquear uma possível vantagem da Mercedes, principalmente se não conseguir replicá-la a tempo.
Mercedes mantém discurso firme
Enquanto isso, a Mercedes segue confiante. Toto Wolff, chefe da equipe, reforçou repetidamente que o sistema está em total conformidade com as regras.
“A UP é legal. Ela cumpre o regulamento e os procedimentos de teste”, afirmou Wolff. “É assim que vemos a situação hoje, e é isso que a FIA declarou”.
Além disso, Wolff já havia mandado um recado direto aos rivais. Segundo ele, todos deveriam “fazer o próprio trabalho”, pois o regulamento e sua interpretação seriam “perfeitamente claros”.
Homologação se aproxima e clima esquenta
Os motores serão homologados oficialmente em 1º de março. Entretanto, a tensão segue alta até lá. Nos bastidores, cresce o rumor de um possível protesto antes da corrida de abertura da temporada.
O palco seria Melbourne, apenas uma semana depois. Assim, enquanto a engenharia evolui, a política promete desempenhar um papel decisivo na nova era da F1.
audi f1, comentar formula 1, f1, ferrari f1, fia, formula 1, honda f1, mercedes f1, motor 2026, noticias f1, Red Bull Powertrains, regulamento f1
ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.