Komatsu cobra evolução mútua entre Haas e Ocon

domingo, 8 de fevereiro de 2026 às 15:30

Esteban Ocon

O chefe da equipe Haas, Ayao Komatsu, revelou detalhes das conversas que manteve com Esteban Ocon após um primeiro ano complicado do francês na equipe. O objetivo, segundo ele, é extrair o claro potencial do piloto a partir de um esforço conjunto.

Depois de deixar a Alpine para a temporada 2025, Ocon chegou como líder natural da Haas, principalmente por dividir a garagem com o estreante Oliver Bearman. Ainda assim, terminou o campeonato de pilotos apenas na 15ª posição, com 38 pontos, três a menos e duas posições atrás do companheiro.

Além disso, Bearman superou Ocon por 14 a 10 no confronto direto em classificações. Em média, o jovem da Ferrari foi 0s103 mais rápido.

Problemas de sensação com os freios

Apesar dos números, Komatsu explicou que a partir da metade da temporada Ocon passou a sofrer com a sensação dos freios, sobretudo em voltas lançadas. Esse período coincidiu com uma sequência forte de resultados de Bearman.

A Haas fechou o campeonato de construtores em oitavo, apenas 13 pontos atrás da Racing Bulls, que ficou em sexto. Para Komatsu, tanto a equipe quanto o piloto precisam dar um passo à frente.

“Em relação ao Esteban, tivemos uma conversa muito boa, uma conversa contínua durante o inverno, preparando esta pré-temporada”, disse Komatsu à imprensa.

“Nós nos entendemos muito bem, e ele sabe exatamente o que a equipe espera dele, e eu sei exatamente o que ele precisa da equipe.”

“Nós esclarecemos tudo, e estou feliz com a forma como abordamos o teste de Barcelona. Estamos trabalhando bem juntos e precisamos progredir o mais rápido possível.”

Komatsu reconheceu que os resultados esportivos ficaram abaixo do esperado.

“Se você olhar apenas para os resultados esportivos, sem entrar em detalhes, com certeza ninguém está satisfeito com os resultados do Esteban no ano passado.”

Ele, porém, dividiu a responsabilidade.

“Ele tem um companheiro que era estreante, um estreante incrível, mas, ainda assim, ele tem 10 anos de experiência, é vencedor de corrida e já subiu ao pódio, então esperávamos mais dele, mas isso não é totalmente culpa dele. É 50-50, porque não conseguimos dar a ele um carro no qual se sentisse confortável, especialmente na classificação.”

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Exemplos de oscilação ao longo do ano

Komatsu citou o fim de semana de Baku como exemplo de como os problemas se manifestaram.

“Em Baku, ele não estava feliz com o desempenho dos freios, e na classificação ele estava muito longe, e sim, Baku é um dos circuitos mais fortes do Ollie, mas não esperávamos que um dos piores dias do Esteban fosse tão distante.”

Segundo o dirigente, não existe um único fator que explique tudo.

“Não há um fator comum subjacente, mas é um processo de como chegamos ao fundo disso muito mais rápido e colocamos coisas em prática para a próxima corrida.”

Ele admite que isso não aconteceu como deveria.

“Essa é a parte que sinto que nós, todos juntos, equipe e piloto, não fizemos muito bem no ano passado, porque deveríamos ter resolvido.”

O chefe da Haas lembrou ainda o exemplo de Abu Dhabi.

“Em Abu Dhabi, na sexta-feira, ele estava completamente fora do ritmo, cerca de quatro décimos, e então no sábado, bang, ele estava no ritmo.”

Para Komatsu, pequenos gatilhos geram um efeito cascata.

“Existem algumas pequenas coisas que acionam, digamos, um efeito bola de neve, e precisamos controlá-las, porque o potencial do Esteban é claro. Se você olhar para Abu Dhabi, esse é o talento que ele tem.”

“Essa é a capacidade que ele tem, e precisamos aproveitar isso. Precisamos garantir que usamos isso, porque realmente precisamos de dois pilotos neste ano.”

Feedback alinhado para nova era

Pensando na nova era da Fórmula 1, Komatsu destacou que Ocon e Bearman apresentaram feedbacks muito semelhantes após o shakedown em Barcelona.

“O feedback é muito similar entre Ocon e Bearman, o que é bom nestes regulamentos, em uma plataforma aerodinâmica totalmente nova, porque se os pilotos tiverem visões completamente diferentes, vai ser difícil, mas não é o caso.”

Ele explicou a importância disso para uma equipe de menor porte.

“Se eles tivessem requisitos muito conflitantes, não seria desperdício de recursos, mas você teria que fazer o trabalho duas vezes, e para equipes pequenas como a nossa isso seria uma tarefa enorme.”

Por fim, Komatsu acredita que Ocon entende bem a realidade da Haas.

“Então acho que ele entende quem somos em termos de tamanho da equipe, recursos e como precisamos priorizar, mas também a forma de trabalhar um pouco melhor antes de Barcelona, especialmente em uma equipe como a nossa, então tenho certeza de que ele pode contribuir mais neste ano.”

EB - www.autoracing.com.br

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