Piastri nega perda de identidade da Fórmula 1 em 2026
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 às 9:09
Oscar Piastri
Oscar Piastri afastou qualquer temor de que a Fórmula 1 tenha perdido sua identidade com a introdução dos novos carros em 2026. Segundo o australiano, apesar das transformações técnicas relevantes, a essência da categoria segue preservada.
De fato, a F1 passou por mudanças significativas. Entre elas, destaca-se o aumento da potência elétrica da UP. Agora, essa entrega se iguala à do motor a combustão. Ainda assim, para Piastri, o comportamento em pista continua familiar.
Os novos carros fizeram sua estreia oficial durante o teste realizado em Barcelona na semana passada. Nesse contexto, os pilotos tiveram o primeiro contato prático com os modelos de 2026. Como resultado, muitas das dúvidas levantadas antes da atividade em pista começaram a desaparecer.

Adaptações técnicas já faziam parte da F1
Antes do início da temporada, surgiram especulações sobre a necessidade de técnicas diferentes de pilotagem. Em especial, discutiu-se a possibilidade de reduções de marcha em retas longas como parte da gestão da energia elétrica.
George Russell, da Mercedes, confirmou que essa abordagem já se tornou realidade. No entanto, ao mesmo tempo, o britânico ressaltou que a sensação ao volante não parece estranha. Piastri compartilha dessa avaliação e vê a mudança como uma evolução natural da categoria.
“Não acho que a F1 tenha perdido sua identidade em nenhum momento”, afirmou Piastri à imprensa. “É claro que existem coisas novas para nos acostumarmos. Porém, a maioria dos receios que tínhamos antes de ir para a pista foi amplamente reduzida”.
Ainda assim, o piloto reconheceu que nem tudo está resolvido. Segundo ele, ainda há aspectos que podem evoluir. Mesmo assim, Piastri lembrou que práticas como “lift and coast” já eram comuns anteriormente, embora aplicadas por motivos diferentes.
Diferenças devem aparecer mais na classificação
Na avaliação de Piastri, o maior impacto visual e técnico pode surgir durante as sessões de classificação. Ainda assim, ele adota cautela ao fazer previsões mais definitivas neste momento inicial.
“Talvez a classificação seja onde veremos a maior diferença”, explicou. “Mesmo assim, isso pode mudar bastante de circuito para circuito conforme entendemos melhor o funcionamento dessas UPs”.
Apesar das incertezas, o australiano destacou que o espetáculo para o público seguirá intacto. Segundo ele, assistir aos carros ao vivo continuará sendo uma experiência marcante para os fãs.
“Eles ainda serão máquinas incrivelmente rápidas”, concluiu. “Nas arquibancadas, vendo tudo de perto, o impacto será o mesmo. Existem diferenças, sem dúvida. Porém, essencialmente continuam sendo os carros mais rápidos do mundo”.
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