Audi quer desafiar Mercedes, Ferrari e Honda na F1
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 às 9:04
Mattia Binotto
A Audi acredita que pode, com o tempo, alcançar o nível de Mercedes, Ferrari e Honda na Fórmula 1. No entanto, segundo Mattia Binotto, esse processo exigirá paciência, disciplina e acima de tudo a capacidade de aprender com erros inevitáveis.
A marca de Ingolstadt entrará no grid em 2026 como uma das duas novas fabricantes de unidades de potência. Ao mesmo tempo, a Red Bull Powertrains também inicia seu projeto em parceria técnica com a Ford. Dessa forma, o regulamento marca uma nova era para os motores da categoria.
Audi aceita dificuldades iniciais no desenvolvimento
Durante o teste de pré-temporada em Barcelona, a Audi completou 240 voltas. Ainda assim, problemas técnicos limitaram o tempo de pista de Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto. Porém, a equipe considera esses contratempos parte natural do processo.
Segundo Binotto, liderar desde o início nunca foi uma expectativa realista. Por isso, o projeto foca no progresso gradual e sustentável sem perder o foco no próprio trabalho.

Binotto destaca força histórica dos rivais
Mercedes, Ferrari e Honda acumulam juntas 576 vitórias em grandes prêmios. Além disso, somam 35 títulos de pilotos e 34 campeonatos de construtores. Esses números representam 50,13% das 1.149 corridas válidas pelo mundial de F1.
Ainda assim, Binotto entende que o passado não garante domínio eterno. Embora reconheça a experiência dos concorrentes, ele acredita que novos projetos podem reduzir essa diferença ao longo do tempo.
“Eles têm muita experiência e são organizações extremamente sólidas. Portanto, se foram grandes no passado, tendem a continuar fortes no futuro”, afirmou.
Projeto da Audi mira títulos até 2030
Apesar disso, a ambição da Audi segue clara. A equipe estabeleceu como meta disputar campeonatos mundiais até 2030 e consequentemente se tornar referência entre os fornecedores de UP.
Embora o prazo possa parecer distante, Binotto discorda dessa percepção. Para ele, o sucesso depende do trabalho diário e de manter uma abordagem pragmática.
“2030 pode parecer distante. No entanto, não é. É amanhã e depois de amanhã. Por isso, seguimos focados em nós mesmos e permanecemos humildes”, destacou.
Falhas serão inevitáveis, mas evolução é essencial
Além disso, Binotto deixou claro que problemas de confiabilidade devem surgir nas primeiras temporadas. Ainda assim, o ponto chave será a forma como a equipe reage a cada situação adversa.
Segundo ele, aprender com cada falha, analisar todos os dados e evoluir corrida a corrida será determinante. Dessa maneira, a Audi acredita que pode alcançar e até superar o nível dos atuais líderes da F1.
“Se formos capazes de progredir prova a prova, com todo o comprometimento da Audi como marca, poderemos nos tornar tão fortes quanto os outros, ou até melhores”, concluiu.
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