Divergência técnica: o estilo de pilotagem na Ferrari
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 às 13:29
Ferrari SF-26
O estilo de pilotagem na Ferrari virou o foco das discussões técnicas em Barcelona. Lewis Hamilton prefere um carro com a traseira bem estável. Consequentemente, ele utiliza essa firmeza para frear mais tarde com o carro reto. Por outro lado, Charles Leclerc prospera em um cenário oposto.
Leclerc gosta de um eixo dianteiro muito incisivo, muito parecido com Verstappen. Além disso, ele prefere que o carro aponte rapidamente para o ápice da curva. Devido a isso, ele aceita que a traseira fique solta. Esse comportamento gera o sobresterço. Assim, o monegasco controla esse desequilíbrio com correções rápidas no volante.
Os pedidos de Hamilton para o SF-26 focaram na suspensão dianteira. Primeiramente, ele solicitou mudanças para evitar o mergulho excessivo do chassi. De fato, isso ajuda o piloto a sentir melhor o limite de aderência. Todavia, essa configuração pode tornar o carro propenso ao subesterço para Leclerc.
O impacto da suspensão no rendimento dos pilotos
O subesterço ocorre quando a frente do carro não obedece ao comando. Certamente, para um piloto como Leclerc, isso pode limitar sua velocidade máxima. Se o SF-26 for moldado para Hamilton, Charles terá dificuldade talvez na sua maior arma. Em suma, ele não conseguirá atacar as curvas de baixa velocidade como gosta.

Os engenheiros enfrentam um dilema técnico quase insolúvel agora. Afinal, a aerodinâmica de 2026 exige um mapa de fluxo de ar constante. Portanto, mudanças mecânicas alteram como o ar passa pelo assoalho. Por causa disso, ajustar o carro para um piloto pode desequilibrar o conjunto.
Historicamente, Hamilton sempre exigiu uma plataforma muito estável e neutra. Isso ficou claro em seus anos de domínio na Mercedes. Já Leclerc extrai tempo de volta de carros instáveis. Como resultado, essa diferença testará a habilidade de Fred Vasseur na gestão da equipe.
Consequências para o acerto do SF-26 em 2026
A equipe precisa encontrar um meio-termo para o talento monegasco, o que não conseguiu fazer com Hamilton em 2025, já que o carro não foi feito pensando nas características do heptacampeão. Por exemplo, agora se a Ferrari focar apenas em Hamilton, Leclerc poderá perder alguma confiança. Por outro lado, um carro com traseira arisca pode minar a consistência do britânico. Eventualmente, o equilíbrio entre essas necessidades definirá o sucesso da Scuderia.
A distribuição de frenagem eletrônica pode ajudar a mitigar efeitos negativos para ambos os pilotos. No entanto, o DNA do carro nasce no design aerodinâmico inicial. Além disso, o shakedown mostrou que o SF-26 é uma máquina complexa. Desse modo, cada ajuste impacta diretamente na temperatura dos pneus.
Certamente, o início da temporada revelará quem se adaptou melhor. Os fãs aguardam para ver como essa batalha terminará no Bahrain. Enfim, a Ferrari joga suas fichas na integração dessas duas filosofias distintas.
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