Ford exalta papel de Christian Horner na parceria com a Red Bull
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 às 9:16
Mark Rushbrook
O primeiro dia de filmagens da Racing Bulls em Imola, além do shakedown coletivo em Barcelona, marcou o início oficial das atividades de pista da Red Bull-Ford Powertrains. Dessa forma, a parceria começou sua trajetória prática na Fórmula 1.
Esses testes iniciais representam mais do que simples quilometragem. Na prática, eles simbolizam o começo de um projeto estratégico que moldará a nova era da categoria a partir de 2026.
Como surgiu a parceria entre Red Bull e Ford
O acordo ganhou forma após o colapso das negociações entre a Red Bull e a Porsche. A fabricante alemã desejava uma parceria em “pé de igualdade”. No entanto, esse ponto acabou travando as conversas.
Enquanto isso, Mark Rushbrook, diretor da Ford Performance, identificou rapidamente a oportunidade. Em vez de longas intermediações, ele optou por uma abordagem direta.
Segundo o próprio Rushbrook, bastou enviar um e-mail ao então chefe da Red Bull, Christian Horner, perguntando se ele estaria aberto a conversar. A partir daí, o processo avançou de maneira surpreendentemente rápida.

Horner foi decisivo para fechar o acordo
Desde o início, Horner teve papel central para viabilizar a parceria. Ele sempre foi um dos maiores defensores do projeto de motor interno da Red Bull. Essa posição ganhou ainda mais força após a experiência frustrante com a Renault e posteriormente com a saída formal da Honda da F1.
Além disso, Horner acreditava firmemente que uma integração mais profunda entre unidade de potência e chassi poderia gerar ganhos estruturais no longo prazo. Portanto, o projeto não era apenas técnico, mas também estratégico.
O próprio Horner relembrou o primeiro encontro com bom humor.
“Fomos a uma reunião em Dearborn, a caminho do Brasil, e encontramos Mark, Bill Ford e Jim Farley. Achei que estávamos bem quando Jim entrou usando um boné de Sergio Perez!”
Essa passagem ilustra o clima positivo desde o início. Ainda assim, o reconhecimento vai além da descontração.
No começo da colaboração na pista, Rushbrook fez questão de destacar publicamente a importância de Horner.
“Ele merece enorme respeito por tudo o que construiu ao longo de 20 anos na Red Bull”, afirmou. “Além dos títulos, ele ajudou a criar uma base técnica muito profunda. E sim, ele esteve envolvido desde as primeiras conversas”.
Segundo Rushbrook, a relação foi imediata. Mais do que isso, ela se estendeu rapidamente aos níveis mais altos da Ford. Por consequência, isso facilitou a entrada da marca na F1 da maneira considerada ideal.
Ford vê vantagem técnica na liderança de Laurent Mekies
Apesar da saída de Horner, a Ford enxerga pontos positivos claros na nova estrutura. Laurent Mekies, seu substituto, traz um sólido histórico em engenharia. Esse perfil, aliás, é altamente valorizado dentro da Red Bull – inclusive por Max Verstappen.
Não por acaso, a equipe citou oficialmente essa característica como um dos motivos para sua promoção. Da mesma forma, a Ford vê isso como um diferencial competitivo.
“Pessoalmente, acredito que isso ajuda bastante”, explicou Rushbrook à Autosport. “Ele entende melhor o que é necessário para entregar o carro”.
Embora Mekies não atue diretamente na engenharia detalhada, sua visão técnica permite apoiar figuras-chave como Pierre Wache e Paul Monaghan. Assim, quando surgem decisões críticas, ele consegue compreender os projetos, aprová-los e oferecer o suporte adequado.
Tendência da F1 reforça papel dos engenheiros
Esse movimento não acontece por acaso. Na verdade, a F1 vive uma fase em que engenheiros assumem cada vez mais cargos de liderança. Nesse contexto, Rushbrook enxerga semelhanças entre sua função na Ford Performance e o papel exercido por Mekies na Red Bull.
“Em muitos aspectos, é uma situação parecida com a minha”, explicou. “Consigo liderar a equipe com base em uma formação técnica. Por isso, entendo melhor o que precisa ser feito”.
Ainda assim, Rushbrook destacou que áreas como marketing e comunicação seguem sendo fundamentais. No entanto, do ponto de vista esportivo, o conhecimento técnico continua sendo um pilar decisivo.
Relação anterior com Mekies facilitou a transição
Outro fator importante foi a familiaridade prévia entre Mekies e a Ford. Antes de assumir a Red Bull, ele trabalhou na Racing Bulls, equipe irmã baseada em Faenza, que também utilizará a Red Bull-Ford Powertrains na nova era da F1.
“Nós já conhecíamos Laurent da época em que ele estava na VCARB”, revelou Rushbrook. “Inclusive, já tínhamos um relacionamento durante a preparação para 2026”.
Por isso, quando a decisão de promovê-lo foi tomada, a confiança já estava estabelecida. Segundo Rushbrook, Mekies chegou com a abordagem correta, acreditando na equipe e focando em extrair todo o seu potencial técnico.
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