McLaren vê dilema aerodinâmico na F1 com regras de 2026

domingo, 25 de janeiro de 2026 às 9:45

Mercedes

O diretor técnico de desempenho da McLaren, Mark Temple, detalhou um novo dilema técnico que as equipes enfrentam antes do início da temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo ele, as decisões passam menos pela mecânica pura e, acima de tudo, pela aerodinâmica.

A partir de 2026, a Fórmula 1 iniciará um novo ciclo regulatório. Como consequência, o equilíbrio atual da categoria pode mudar de forma significativa. Além disso, os novos regulamentos alteram tanto a forma de geração de carga aerodinâmica quanto o comportamento dos carros em pista.

Mudanças reacendem debate sobre pushrod e pullrod

Com as novas características aerodinâmicas, surgiram especulações no paddock. Muitos acreditam que várias equipes optarão pela suspensão do tipo pushrod, solução menos comum durante a era do efeito solo.

Essa leitura ganhou força quando o Audi R26, primeiro carro a completar um shakedown, apareceu equipado com um sistema de dupla pushrod na dianteira. Desde então, a discussão se espalhou pelo grid.

No entanto, Temple tratou de relativizar essa interpretação. Para ele, não existe uma escolha padrão. Pelo contrário, tudo depende das pequenas variações que o regulamento permite, especialmente no desenho da asa dianteira.

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Asa dianteira guia a escolha da suspensão

Falando durante um evento da McLaren antes do lançamento da temporada 2026, Temple lembrou que pushrod e pullrod já coexistem há anos na Fórmula 1.

“No ano passado e nos anos anteriores, vários carros usaram pushrod e/ou pullrod”, afirmou.

Segundo o engenheiro, a decisão se resume à eficiência aerodinâmica. “No fim das contas, tudo se resume a uma escolha aerodinâmica sobre qual conjunto de suspensão dianteira funciona melhor com a nova asa dianteira”, explicou.

Além disso, Temple destacou que as asas dianteiras mudaram completamente para 2026. “As novas asas dianteiras são totalmente novas. Por isso, as equipes que vocês viram até agora basicamente organizaram seus elementos de suspensão para se adequarem ao pacote da asa dianteira e ao conjunto da parte frontal do carro”, acrescentou.

Dessa forma, a lógica fica clara. “É uma decisão totalmente guiada pela aerodinâmica”, resumiu.

Desafio mecânico não dita o caminho

Apesar da complexidade do tema, Temple minimizou o peso da engenharia mecânica nessa escolha. Para ele, tanto pushrod quanto pullrod não representam grandes obstáculos técnicos.

“Ambas são relativamente fáceis de executar do ponto de vista mecânico”, afirmou. “Não se trata de um desafio mecânico particularmente difícil”, completou.

Aerodinâmica ativa amplia importância da asa dianteira

As asas dianteiras terão papel central nos carros de 2026. Isso acontece porque o novo conceito de aerodinâmica ativa permitirá que os pilotos ajustem flaps tanto na asa dianteira quanto na traseira.

Com isso, os pilotos poderão reduzir arrasto e aumentar a velocidade em linha reta. Como resultado, a integração entre asa dianteira, suspensão dianteira e pacote aerodinâmico se tornou ainda mais determinante para as equipes na Fórmula 1 de 2026.

EB - www.autoracing.com.br

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