McLaren vence Palou e garante indenização milionária

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 às 10:24

Zak Brown e Alex Palou

A McLaren recebeu uma indenização multimilionária após decisão da Alta Corte do Reino Unido em um processo envolvendo o piloto Alex Palou. Portanto, a sentença encerra uma disputa iniciada após a quebra de contrato ocorrida em 2023.

Inicialmente, a McLaren processou Palou por quase US$ 20 milhões. O motivo foi claro. O espanhol havia rompido um acordo que previa sua entrada na equipe da IndyCar e sua participação no programa da Fórmula 1 como piloto de testes e reserva.

Palou reconhece quebra contratual, mas contesta motivações

Durante o julgamento, Palou admitiu a quebra do contrato. Ainda assim, o piloto justificou sua decisão. Segundo ele, a escolha ocorreu após acreditar que estava sendo preparado para uma vaga de corrida na F1 já em 2024.

No entanto, ao perceber que essa oportunidade não se concretizaria, Palou mudou de posição. Como resultado, ele desistiu do acordo com a McLaren e assinou um novo contrato com a Chip Ganassi Racing.

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Julgamento teve tensão e depoimentos decisivos

O julgamento aconteceu em outubro de 2025 em Londres. Ao longo das audiências, tanto Palou quanto Zak Brown, CEO da McLaren Racing, prestaram depoimento.

Além disso, o clima ficou tenso em alguns momentos. Isso porque o interrogatório conduzido por Nick de Marco, advogado de Palou, abordou uma troca de mensagens no WhatsApp.

Houve questionamentos sobre possíveis mensagens apagadas. Apesar disso, nenhuma informação sensível foi excluída por Brown.

Justiça rejeita pedido ligado à F1

Embora a McLaren tenha buscado compensação tanto na IndyCar quanto na F1, o resultado foi apenas parcialmente favorável. O juiz rejeitou integralmente o pedido relacionado à F1.

Dessa forma, Palou não deverá pagar qualquer valor referente ao programa da categoria máxima do automobilismo. Por outro lado, a decisão foi amplamente favorável à McLaren no que diz respeito à IndyCar.

Valores definidos para indenização na IndyCar

No âmbito da IndyCar, Palou e sua empresa de gerenciamento, a ALPA Racing, foram condenados ao pagamento de diferentes valores. Em primeiro lugar, deverão pagar US$ 1.312.500 referentes a salários.

Além disso, a sentença determinou o pagamento de US$ 5.382.344 pelos prejuízos entre as temporadas de 2024 e 2026. Em seguida, foi estabelecido um valor adicional de US$ 950.000 referente à temporada 2027.

Não apenas isso. A McLaren também receberá um bônus de US$ 500.000 da General Motors, concedido por utilizar um piloto de alto nível competitivo. Por fim, a Justiça reconheceu uma perda de receita no valor de US$ 2.05 milhões.

Valor final ainda pode aumentar

Com isso, o total já confirmado chega a US$ 10.194.844. No entanto, o processo ainda não está totalmente encerrado.

Isso porque o tribunal ainda irá analisar um pedido adicional ligado a um patrocinador. Esse valor pode variar entre US$ 2 milhões e US$ 2.5 milhões.

Caso essa reivindicação seja aceita, a indenização total poderá alcançar US$ 12,6 milhões, o equivalente a aproximadamente £9,3 milhões. Ainda assim, o montante fica bem abaixo dos US$ 20 milhões originalmente solicitados pela McLaren.

 

LS - www.autoracing.com.br

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