Komatsu prevê grande variação entre as equipes em 2026

terça-feira, 20 de janeiro de 2026 às 9:22

Ayao Komatsu

Ayao Komatsu, chefe da Haas, acredita que dois fatores principais vão provocar uma grande variação entre as equipes da Fórmula 1 na temporada 2026. Segundo ele, o novo regulamento técnico tende a criar cenários muito distintos ao longo do campeonato.

Enquanto a estreia do campeonato na Austrália se aproxima, as equipes seguem revelando seus carros. No entanto, até agora a maioria mostrou apenas as pinturas. Isso acontece porque, estrategicamente, ninguém quer expor soluções aerodinâmicas neste estágio inicial.

Ao mesmo tempo, a F1 inicia uma nova era técnica. As unidades de potência passam a operar com divisão equilibrada entre combustão e energia elétrica, além de utilizarem combustíveis 100% sustentáveis.

Além disso, a carenagem dos carros mudou de forma profunda, com o objetivo claro de facilitar ultrapassagens e reduzir diferenças em pista.

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UP pode gerar diferenças relevantes

Ainda assim, Komatsu alerta para um ponto sensível. Para ele, a UP pode se tornar um fator decisivo de performance, principalmente no início do campeonato. Esse cenário inclusive remete a 2014, quando a Mercedes conquistou ampla vantagem com a chegada dos motores turbo-híbridos.

Além disso, o dirigente destaca que as equipes que compartilham o mesmo fornecedor tendem a apresentar níveis de desempenho semelhantes. Atualmente, a Mercedes impulsiona quatro equipes, a Ferrari três, a Red Bull duas, enquanto Audi e Honda apenas uma cada.

“Vai existir uma enorme variação entre as equipes por causa de dois elementos”, explicou Komatsu durante a apresentação do VF-26. “Primeiro, a UP. Depois, a aerodinâmica, que está completamente aberta”.

Por isso, segundo ele, o desenvolvimento será extremamente rápido. A hierarquia pode até se definir nas quatro primeiras corridas. No entanto, essa ordem dificilmente permanecerá a mesma até o fim do ano.

“O que veremos nas duas primeiras corridas será muito diferente do cenário das últimas provas da temporada”.

Aerodinâmica deve intensificar a corrida por desenvolvimento

No campo aerodinâmico, Komatsu afirma que a Haas está relativamente satisfeita com o trabalho inicial. Mesmo assim, ele reconhece que o verdadeiro teste começa quando os carros entram na pista.

Durante os testes, diferentes conceitos devem surgir rapidamente. Caso a equipe perceba que deixou passar alguma solução importante, a reação precisará ser imediata. Portanto, capacidade de adaptação será um diferencial essencial.

Haas prioriza gestão de energia no início da temporada

Quando o assunto é performance esportiva, a Haas adota cautela. Em vez de estabelecer metas de resultados, a equipe concentra seus esforços na gestão de energia da nova UP.

“Antes mesmo de competir ou testar, precisamos entender totalmente a gestão de energia. Esse é o maior desafio”, afirmou Komatsu. “Ainda não sabemos muito porque tudo é desconhecido”.

Na sequência, o foco recai sobre o desenvolvimento aerodinâmico. Se for necessário mudar conceitos ou direções técnicas, a equipe pretende agir rapidamente. Para isso, comunicação clara e trabalho coletivo se tornam indispensáveis.

“Se precisarmos mudar de direção, temos de fazer isso sem demora. Para implementar soluções rapidamente, precisamos funcionar como equipe”, concluiu.

Komatsu lembra que esses processos vêm sendo aprimorados nos últimos anos. Contudo, agora eles serão colocados à prova em um cenário técnico muito mais complexo.

 

LS - www.autoracing.com.br

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