O futuro da Alpine e Christian Horner

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026 às 17:19

CEO da Alpine – François Provost

O futuro da Alpine exige uma recuperação urgente após temporadas marcadas por falhas técnicas. A equipe francesa precisa de um início sólido em 2026 para justificar sua permanência no topo. Entretanto, os bastidores sugerem mudanças profundas na estrutura societária da organização. Uma possível venda de ações para Christian Horner continua em pauta no momento. Esse movimento estratégico pode se concretizar definitivamente durante o próximo ciclo regulamentar.

Christian Horner lidera um grupo de investidores que busca novas oportunidades na Fórmula 1. Ele analisa dois caminhos principais para consolidar esse retorno ao grid mundial. A primeira opção seria fundar uma nova equipe de forma independente. Todavia, esse processo demanda muito tempo e não garante uma vaga oficial. Por isso, Horner prefere focar em operações que já possuem infraestrutura pronta.

A Alpine aparece como a alternativa mais viável para o consórcio de investidores. Rumores indicam que a Otro Capital pretende negociar sua participação de 24% na equipe. Essa saída abriria espaço para uma gestão técnica muito mais agressiva e experiente. Afinal, Horner é conhecido por otimizar departamentos de engenharia e processos de simulação avançada.

As negociações de Christian Horner e a Alpine

A empresa americana busca compradores interessados para repassar seu lote de ações minoritárias. Essa transação facilitaria a entrada de Horner e seus sócios no comando operacional. Contudo, o valor de mercado atual da equipe gera debates intensos entre os analistas. A Aston Martin foi avaliada em US$ 3,2 bilhões recentemente, o que eleva as expectativas.

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A Renault detém o controle majoritário e precisa aprovar a entrada de novos acionistas. Na prática, os executivos franceses podem vetar o nome de Horner como coproprietário. Existe uma tensão política natural entre as partes envolvidas nessa negociação complexa, ainda mais com a presença de Flavio Briatore como consultor executivo da equipe. Além disso, a integração técnica de um novo gestor exigiria mudanças nos fluxos de trabalho.

A chegada de um perfil como o de Horner afetaria diretamente a engenharia da Alpine. Ele costuma priorizar a eficiência aerodinâmica e a integração total entre chassi e unidade de potência. Portanto, o corpo técnico enfrentaria uma reestruturação para eliminar gargalos de produção. Meses decisivos aguardam o grupo enquanto a Otro Capital busca fechar esse negócio.

AS - www.autoracing.com.br

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