Albon prevê carros mais “antinaturais” na Fórmula 1 em 2026

sábado, 10 de janeiro de 2026 às 11:30

Alex Albon e Yuki Tsunoda

Alex Albon espera que os carros da Fórmula 1 pareçam mais “antinaturais” para os pilotos em 2026, como consequência direta da ampla reformulação técnica da categoria.

A nova geração de carros passou por mudanças profundas em relação à temporada passada, envolvendo tanto a aerodinâmica quanto as unidades de potência. Com isso, a forma de pilotar também deve mudar de maneira significativa.

Unidades de potência exigirão nova abordagem dos pilotos

Um dos pontos centrais do novo regulamento está no aumento expressivo da potência elétrica. A partir de 2026, o sistema híbrido terá uma divisão de 50% entre motor elétrico e motor a combustão.

Por causa disso, os pilotos precisarão dar ainda mais atenção à gestão e à utilização da energia, especialmente em disputas roda a roda. Dessa forma, saber quando usar ou guardar potência elétrica será decisivo ao longo das corridas.

Segundo Albon, essa realidade representa uma quebra clara em relação ao que os pilotos viveram nos últimos anos.

“Eu diria que 2026 vai ser mais antinatural”, afirmou Albon em conversa com a imprensa. “Na minha cabeça, não parece algo tão ruim.”

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Albon elogia geração 2022-2025, apesar das críticas

Além de olhar para o futuro, Albon também comentou sobre os carros usados entre 2022 e 2025. Essa geração ficou marcada por dificuldades técnicas e dores de cabeça para pilotos e equipes, mas o britânico vê pontos positivos.

“Sinto que a parte boa desses carros é que ainda dá para extrair 100% deles”, explicou.

Ao mesmo tempo, ele reconheceu que existem características que punem excessos ao volante. “Sim, há elementos em que é mais fácil exagerar e forçar demais esses carros do que a geração anterior.”

Mesmo assim, Albon avaliou o pacote técnico de forma equilibrada. “No geral, não foi um conjunto de regulamentos ruim.”

Tecnologia superou intenções do regulamento

Albon também destacou um efeito colateral do desenvolvimento acelerado das equipes. Com o passar do tempo, os carros evoluíram, mas o objetivo inicial acabou comprometido.

“À medida que os carros foram ficando melhores, seguir de perto e ultrapassar ficou cada vez pior, que era justamente o ponto da mudança de regulamento.”

Para ele, a Fórmula 1 acabou repetindo um padrão conhecido. “Infelizmente, a Fórmula 1, a tecnologia e a intuição venceram algumas ideias do regulamento”, analisou. “Mesmo assim, eu não me incomodei nem um pouco.”

Retorno à Fórmula 1 influenciou mentalidade

Por fim, Albon explicou que sua visão pode ser diferente da maioria por causa do contexto pessoal vivido em 2022, quando voltou ao grid como titular.

“Talvez eu tenha tido uma abordagem diferente, porque vi aquilo como uma oportunidade de voltar à Fórmula 1”, concluiu. “Naquele momento, pensei apenas: ‘vou pilotar o que eu tiver’.”

EB - www.autoracing.com.br

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