FIA fará reunião com especialistas sobre taxa de compressão da nova F1
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 às 14:05
FIA
A FIA agendou uma reunião técnica importante antes dos testes iniciais em Barcelona, segundo o Autosport,. Certamente, o foco principal recai sobre uma brecha na taxa de compressão no regulamento de motores da F1 2026. Mercedes e Red Bull podem estar utilizando essa abertura normativa. Além disso, o debate técnico central envolve a taxa de compressão do motor de combustão interna.
Essa medida representa a relação entre o volume máximo e o mínimo do cilindro. No regulamento anterior, o limite estabelecido era de 18:1 para os fabricantes. Contudo, a federação reduziu esse valor para 16:1 a partir deste ano. Por consequência, tal mudança visa facilitar a entrada de novas marcas na categoria mundial.
A polêmica surgiu após descobertas sobre o funcionamento real das unidades de potência. Mercedes e Red Bull Powertrains, esta última em menor escala, cumprem perfeitamente os testes estáticos exigidos. Entretanto, os motores atingem uma taxa superior em temperaturas elevadas de operação. Atualmente, o regulamento exige que a medição ocorra apenas em ambiente controlado.
Novos desafios técnicos no regulamento de motores
O Artigo C5.4.3 determina que a verificação seja feita em temperatura ambiente. Conforme o documento FIA-F1-DOC-C042, cada fabricante detalha seu próprio procedimento de medição. O departamento técnico da federação precisa aprovar esse dossiê de homologação previamente. Portanto, as equipes argumentam que operam dentro das normas vigentes na Fórmula 1.

Por outro lado, Audi, Ferrari e Honda contestam essa interpretação específica. Elas citam o Artigo C1.5 para fundamentar suas reclamações oficiais à entidade. De fato, este artigo exige o cumprimento integral das regras durante toda a competição. Como a taxa de 16:1 é explícita, todos devem respeitá-la em movimento.
A princípio, a FIA pretende manter os métodos de verificação sem alterações imediatas. A entidade deixa aberta a possibilidade de revisões futuras no texto normativo. Com efeito, o encontro do dia 22 de janeiro servirá para debater esses pontos críticos. Especialistas técnicos das equipes participarão ativamente dessa conversa antes da pré-temporada.
“Como é habitual na introdução de novos regulamentos, as discussões sobre a versão de 2026, que abrange a unidade de potência e o chassi, estão em andamento”, disse um porta-voz da FIA.
Perspectivas para o futuro da categoria
A reunião técnica buscará garantir que todos os competidores compreendam as regras. Além da taxa de compressão, o novo regulamento do chassi também será avaliado. Por isso, a entidade busca isonomia entre os participantes para o próximo ano competitivo. No momento, o órgão regulador evita intervenções drásticas nas unidades de potência.
Eventualmente, mudanças significativas devem ocorrer apenas a partir da temporada de 2027. Alterações durante o recesso do verão europeu de 2026 representam o cenário mais otimista. Igualmente, existe um mecanismo de proteção para fabricantes com menor desempenho em pista. O sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização monitora a potência entregue.
A potência dos motores é aferida pela federação a cada seis corridas. Nesse sentido, equipes com défice entre 2% e 4% recebem autorização para atualizações extras. Aquelas com defasagem superior a 4% ganham direito a duas evoluções adicionais. Obviamente, ajustar a taxa de compressão exige um esforço de engenharia extremamente elevado. Devido a essa complexidade, Audi, Ferrari e Honda buscam clareza imediata sobre os limites.
Impactos na eficiência da unidade de potência
Analisar os dados de performance projetados revela grandes discrepâncias entre as equipes. Uma taxa de compressão maior permite uma combustão muito mais eficiente. Consequentemente, o motor extrai mais energia de cada gota de combustível sustentável. Esse ganho é vital, pois o fluxo de combustível sofrerá uma redução severa.
Atualmente, o fluxo máximo permitido é de 100 kg/h no regulamento vigente. Entretanto, para o ciclo de 2026, esse valor cairá para menos de 80 kg/h. De fato, a potência do MCI será reduzida de 550 kw para cerca de 400 kw. Por esse motivo, a Mercedes e a Red Bull buscam compensar essa perda. Especialistas indicam que uma compressão otimizada garante a ignição ideal – dependendo do combustível – nesse novo cenário.
Com toda a certeza, a maior comunidade F1 em língua portuguesa do mundo, situada aqui no Autoracing, aguarda definições sobre este tema. Afinal, o entendimento e aplicação correta das regras é o pilar central de qualquer esporte. Comentar Fórmula 1 exige entender essas nuances que no automobilismo definem o topo do pódio. Em suma, o desfecho dessa reunião técnica em Barcelona poderá moldar o equilíbrio de forças.
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