EXCLUSIVO: A história dos motores V6 híbridos da F1 de 2014 a 2025
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 às 18:46
Unidade de potência da Mercedes
Muitos especialistas comentam sobre a vantagem da Mercedes na introdução dos motores V6 turbo híbridos da F1. Esse período tecnológico começou em 2014 e terminou oficialmente no ano passado em 2025. Certamente a fabricante alemã iniciou essa fase com uma superioridade imensa sobre as outras fabricantes rivais.
A Mercedes apresentava cerca de 70hp de diferença logo na primeira temporada da disputa. Por causa dessa força, os carros da Williams e Force India superavam equipes de fábrica nas retas. O motor possuía dois diferenciais técnicos fundamentais além da potência bruta da unidade de força.
Primeiramente, a eficiência térmica permitia converter mais combustível em energia mecânica real. Assim, os pilotos andavam no limite sem precisar economizar gasolina durante as provas. Além disso, o conceito do turbo dividido separava o compressor da turbina nas extremidades. Essa escolha técnica reduzia o calor na admissão de ar e ajudava muito a aerodinâmica do carro.
No entanto, essa hegemonia absoluta não durou por muitos anos seguidos no topo. Já em 2015 a Ferrari reduziu a desvantagem para apenas 20hp de potência total. Posteriormente, outras fabricantes seguiram esse mesmo caminho de evolução técnica constante no grid.

UP Mercedes e Andy Cowell
A evolução das rivais na era híbrida da Fórmula 1
As equipes rivais investiram pesado para reduzir a distância tecnológica para a Mercedes. A Ferrari foi a primeira fabricante a incomodar a equipe alemã entre 2015 e 2018. Entre 2015 e 2017, a marca italiana deu um salto de potência e qualidade técnica enorme.
Portanto, em 2018 a maioria dos analistas já considerava o motor Ferrari equivalente ao Mercedes. O auge dessa ameaça aconteceu durante a temporada de 2019 com muita velocidade. Naquele ano, a Ferrari produziu a unidade de potência mais forte entre os motores V6 turbo híbridos da F1.

Infelizmente, o progresso terminou em polêmica após uma investigação profunda da FIA sobre o fluxo de combustível. As partes fizeram um acordo secreto e a Ferrari perdeu muita performance em 2020. Enquanto isso, a Honda e a Red Bull preparavam a virada final.
A Honda retornou ao esporte com a McLaren em 2015 sofrendo com falta de confiabilidade. O déficit inicial passava de 100hp em comparação aos melhores motores daquela época específica. Contudo, a parceria com a Red Bull mudou o rumo da história em 2019.
No final de 2020, a diferença de rendimento já era considerada mínima em todas as pistas do calendário. A Honda antecipou o motor de 2022 para a temporada de 2021 com sucesso. Muitos acreditam que eles superaram a Mercedes em torque e integração do sistema. Esse esforço técnico foi vital para o título mundial de Max Verstappen.
O fim da vantagem dos motores V6 híbridos da F1 antigos
A Renault também participou dessa perseguição constante por melhores resultados na categoria. Embora ironicamente tenha sido ela quem exigiu os motores V6 híbridos na F1, senão ela sairia da categoria, a marca francesa foi a que mais sofreu com o design. Eles diminuíram a distância para 15hp em 2019, mas nunca ditaram o ritmo real.
O congelamento oficial dos motores começou em março de 2022 e durou até 2025. Esse processo ocorreu de forma escalonada para as fábricas finalizarem seus projetos atuais. Em março de 2022, a FIA homologou o motor a combustão e o turbo. Também foram definidos os sistemas de recuperação de calor e especificações de óleo.
Em setembro do mesmo ano, houve o lacre dos componentes eletrônicos restantes do sistema. Isso incluiu a bateria, o controle eletrônico e o potente sistema MGU-K. A saída oficial da Honda – que depois resolveu continuar – foi o que motivou esse bloqueio no desenvolvimento das peças novas.
A Red Bull desejava manter a tecnologia japonesa sem gastar fortunas em pesquisas caras. Assim, todas as equipes aceitaram o congelamento para reduzir os custos operacionais anuais. O foco total das fabricantes mudou para o novo regulamento que chega em 2026. Além disso, o equilíbrio do grid aumentou muito com motores de performance similar.
Em tempo: Essa matéria exclusiva do Autoracing contou com a colaboração decisiva do Dude da Mercedes e do Mate, que passou anos na Red Bull e está desde o início de 2025 na McLaren.
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