Leclerc revê crítica e abraça desafio dos carros 2026

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 às 15:40

Charles Leclerc

Leclerc muda o tom após trabalho com a Ferrari

Charles Leclerc voltou atrás nas críticas iniciais aos carros de 2026 da Fórmula 1. A mudança veio depois de sessões de trabalho com os engenheiros da Ferrari, já focados na nova era técnica da categoria.

No início do ano, o monegasco teve o primeiro contato com o simulador em Maranello. Naquele momento, ele admitiu estranheza com o estilo de pilotagem exigido pelos novos carros. Inclusive declarou que “não era muito fã por enquanto”.

O impacto vem, sobretudo, do aumento do papel da energia elétrica. A divisão será de 50/50 entre motor a combustão e sistema elétrico. Assim, a forma de extrair desempenho muda bastante.

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“Gosto do desafio de pensar diferente”

Agora, porém, Leclerc encara o cenário com outro espírito. Ele disse à imprensa: “Eu gosto do desafio de pensar diferente.”

Segundo ele, a primeira sessão no simulador causou surpresa geral: “Foi uma primeira sessão muito estranha. A partir dali, surgiram muitas perguntas na cabeça de todos na fábrica.”

O piloto destacou ainda o trabalho coletivo: “O processo de pensar em grupo, buscando maneiras inteligentes de resolver os problemas que teremos com o carro do próximo ano, tem sido muito interessante.”

Leclerc também ressaltou o papel direto do piloto: “Para nós, pilotos, é interessante porque envolve nossas sensações. Precisamos definir quais ferramentas devemos ter para lidar com diferentes situações.”

Além disso, ele chamou atenção para as disputas na pista: “As batalhas com outros carros durante a corrida serão críticas. Tudo isso tem sido um processo de reflexão bem interessante.”

Expectativa pelos primeiros testes em pista

Os novos carros irão para a pista no fim de janeiro, em um teste fechado ao público em Barcelona. Mesmo assim, Leclerc prefere aguardar antes de emitir um veredito definitivo sobre o prazer de guiá-los: “Para falar sobre a diversão ao pilotar, preciso esperar e andar no carro real.”

Ele completou: “No simulador é difícil sentir isso de verdade. Mas, com certeza, haverá muito mais gestão mental durante a corrida para controlar a energia que teremos no próximo ano.”

Assim, Leclerc deixa de lado a postura cética. Agora ele encara 2026 como um desafio técnico — e mental — que pode redefinir a forma de pilotar na principal categoria do automobilismo.

EB - www.autoracing.com.br

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