Binotto determina vantagem da Audi sobre a Red Bull Ford

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025 às 14:47
Binotto motores Audi e Red Bull Ford

Mattia Binotto – Audi F1

O engenheiro Mattia Binotto analisou que a experiência da Audi ajudará seu motor a superar o da Red Bull Ford na Fórmula 1. Segundo ele, o conhecimento técnico compensará qualquer vantagem inicial que a rival possa ter com a Ford. Como os leitores do Autoracing já sabem, a categoria passará por extensas mudanças de regulamento em 2026. Os carros serão menores e mais leves nas próximas temporadas. Além disso, as unidades de potência dividirão a energia igualmente entre a parte elétrica e a combustão.

O combustível será totalmente sintético e neutro em carbono nesse novo ciclo. Esse cenário atraiu duas grandes montadoras para o esporte mundial. A Ford retornará por meio de uma parceria estratégica, criando a Red Bull Powertrains-Ford. Embora a rival tenha contratado diversos engenheiros de ponta, Binotto mantém a confiança na marca alemã. Ele acredita que a herança técnica sólida fará muita diferença a médio prazo.

Binotto disse ao RacingNews que eles possuem habilidades mais específicas para esse desafio. Na visão dele, a bagagem da Audi certamente trará resultados superiores em alguns anos. Atualmente, o executivo supervisiona a transição da Sauber para se tornar a equipe oficial da fabricante. Ele atua como CEO do grupo ao lado de Jonathan Wheatley, que dirige a operação de pista.

O progresso da Audi para 2026

Juntos, os líderes estão lançando as bases para as grandes ambições da marca. Em entrevista à Reuters, Binotto afirmou que o projeto progride conforme o plano original. Ele acrescentou que a Audi está construindo credibilidade no paddock internacional. No início do processo, muitas pessoas questionaram o comprometimento real da empresa alemã. Entretanto, essas dúvidas se dissiparam com os anúncios recentes de investimento.

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A Autoridade de Investimentos do Catar detém agora uma participação na equipe suíça. Além disso, a Revolut assinou um contrato como patrocinadora principal do projeto. Binotto acredita que essas medidas tranquilizaram os funcionários da organização de forma definitiva. Para os colaboradores, a situação atual parece muito clara e promissora. A empresa está expandindo e investindo com foco no longuíssimo prazo.

Tais fatos trazem segurança para quem trabalha no desenvolvimento do novo motor. Não existe dúvida de que a Audi está totalmente comprometida com o sucesso. Os investimentos atuais buscam retornos de desempenho em três ou quatro anos. Por isso, a montadora não busca um sucesso instantâneo ou milagroso. Binotto foi muito claro sobre as expectativas reais para a temporada de 2026.

As expectativas de Mattia Binotto

O chefe declarou que não pretende causar uma surpresa no próximo ano. Ele também enfatizou que não espera ter o melhor motor de imediato. Em vez disso, a Audi mira ser uma candidata ao título perto de 2030. Portanto, a Red Bull Powertrains-Ford pode estar em melhor posição no curto prazo. Mas, de acordo com Binotto, essa superioridade durará pouco tempo na pista.

Para entender como Binotto determina vantagem da Audi sobre a Red Bull Ford, precisamos analisar as arquiteturas das unidades de potência de 2026. A Audi desenvolve seu motor integralmente em Neuburg, na Alemanha. Por outro lado, a Red Bull Ford conta com uma estrutura nova em Milton Keynes.

A grande diferença reside na integração do sistema híbrido com o motor de combustão interna. A Audi possui décadas de experiência com tecnologia híbrida de alto desempenho em Le Mans. Esse conhecimento é vital porque a parte elétrica agora entregará cerca de 350 kW de potência. Isso equivale a quase 50% da força total do carro de Fórmula 1.

O motor de combustão interna também sofrerá mudanças drásticas com o fim do MGU-H. Sem esse componente, a eficiência térmica e o gerenciamento de energia tornam-se muito mais complexos. A Audi já domina processos de combustão enxuta e recuperação de energia cinética em larga escala. Enquanto isso, a Red Bull Powertrains-Ford enfrenta o desafio de criar seu primeiro motor partindo do zero.

Desafios técnicos das novas unidades de potência

A Red Bull Ford aposta na agilidade de uma estrutura de equipe de corrida. Eles trouxeram especialistas da Mercedes e de outras fabricantes para acelerar o aprendizado. A parceria com a Ford foca especialmente na tecnologia de células de bateria e software de controle. No entanto, a Audi acredita que sua cultura industrial de longo prazo garantirá maior confiabilidade.

O fluxo de energia entre o MGU-K e as baterias será o campo de batalha principal. Em pistas como Monza ou Spa, a capacidade de manter o fornecimento elétrico por longos períodos é essencial. Binotto sabe que a Audi possui simuladores e bancos de prova de última geração para validar esses sistemas. A integração entre o chassi da Sauber e o motor Audi será total desde o primeiro dia.

Para a Red Bull Ford, o desafio será sincronizar o motor com um chassi que sempre foi referência aerodinâmica. O sucesso dependerá da rapidez com que a Ford conseguirá transferir sua tecnologia de eletrificação para a pista. A médio prazo, a consistência de fabricação da Audi pode prevalecer sobre o ímpeto inicial da rival.

AS - www.autoracing.com.br

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