Leclerc critica Ferrari e Vasseur admite impacto psicológico

sexta-feira, 28 de novembro de 2025 às 15:40

Lewis Hamilton e Frederic Vasseur

Leclerc reforça críticas ao desempenho da Ferrari

Charles Leclerc voltou a demonstrar frustração com a falta de competitividade da Ferrari durante toda a temporada de 2025.

Lewis Hamilton já havia dito em Las Vegas que não estava ansioso pela Fórmula 1 de 2026. Em seguida, Leclerc afirmou no Catar que duvidava das chances de a Ferrari lutar pelos principais troféus em 2026. Assim, o monegasco ampliou uma lista de queixas que cresce desde o início do ano.

Vasseur explica decisão antecipada e reconhece erro de avaliação

O chefe da equipe, Frederic Vasseur, revelou que a escolha de direcionar os esforços técnicos para 2026 causou um impacto psicológico forte dentro da Ferrari.

“Não começamos da melhor forma, com a dupla desclassificação na China”, afirmou. “Perdemos muitos pontos em relação aos concorrentes diretos. E, logo no início da temporada, a McLaren dominou as quatro ou cinco primeiras etapas. Percebemos que 2025 seria muito difícil.”

Vasseur explicou que a mudança de foco ocorreu no fim de abril. “Foi uma decisão dura. Talvez eu tenha subestimado o impacto psicológico, porque ainda faltavam 18 ou 20 corridas”, disse.

Ele também destacou o desafio interno: “Quando você sabe que não trará mais nenhum desenvolvimento aerodinâmico, administrar isso se torna bem difícil.”

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Hamilton influencia a reação da equipe, diz Vasseur

O francês foi questionado sobre a influência de Hamilton desde sua chegada. Ele reconheceu que o sete vezes campeão contribuiu para manter a motivação dentro da equipe, mesmo com a temporada irregular.

“A temporada foi difícil, e isso é uma constatação matemática, não uma sensação”, afirmou. “O mais importante é a reação. Importa a energia colocada para empurrar a equipe, entender os problemas e corrigir detalhe por detalhe.”

Vasseur lembrou que a Ferrari sabia dos desafios já no primeiro trimestre. Mesmo assim, ressaltou que a fase de pódios consecutivos meses atrás mostrou um trabalho coletivo sólido.

“É o trabalho de todos. Não é trabalho de um piloto ou de um engenheiro. São 1.500 pessoas na fábrica, os dois pilotos e toda a equipe técnica. A reação foi boa. Lewis faz parte dela, sem dúvida”, concluiu.

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