F1 – Segundo pelotão: Alguém vai alcançar a McLaren?

McLaren, Ferrari e Red Bull

A McLaren tem feito uma história de recuperação em 2019 até agora. Uma equipe acuada nas cordas nos últimos anos, agora melhorou demais e tem sido confortavelmente a “melhor do resto” com Carlos Sainz e o estreante Lando Norris no comando – sua pequena surpresa foi que a McLaren se retirou de todas as histórias de rumores sobre pilotos confirmando que a formação atual permanecerá inalterada para 2020. A McLaren foi para as férias em P4 na tabela com 39 pontos de vantagem, com todo o segundo pelotão querendo alcançá-la.

Embora a McLaren tenha se destacado de seu fornecedor de motores, a Renault teve uma primeira metade muito difícil para a temporada com sua equipe de fábrica. A Renault fez um grande sucesso assinando com Ricciardo mostrando uma enorme declaração de intenções, mas até agora o fabricante francês não combinou isso com os resultados nas pistas. Ser incapaz de igualar a McLaren deve ser difícil de digerir, já que reflete o desenho muito ruim do carro, mas ao levar duas vitórias com a Red Bull, a Honda também está claramente fazendo o tipo de progresso que a Renault não está em suas UPs. A outra equipe da Honda, a Toro Rosso, está em P5 acima da Renault atualmente, mas é justo imaginar se a troca de pilotos mencionada acima terá um impacto adverso em sua temporada.

A Alfa Romeo ainda está na disputa, embora seja dificultada pelo fato de Antonio Giovinazzi ter marcado um ponto contra os 31 de Kimi Raikkonen, enquanto a Racing Point esteve mais perto do final da tabela do que do segundo pelotão nos últimos meses. E então há Haas na nona posição, que está em apuros esse ano, inclusive ameaçando seu futuro como o Autoracing publicou aqui.

A equipe americana ficou genuinamente perplexa com a falta de ritmo de seu carro, que é capaz de se classificar bem antes de cair drasticamente nas corridas aos domingos. Se você tirar o louco GP da Alemanha, que foi uma espécie de anomalia, a Haas não marcou um ponto desde o GP de Mônaco em maio.

Muitos de seus problemas deve-se a falta completa de entendimento de como os pneus funcionam durante as corridas e a equipe deu o passo incomum de deixar Romain Grosjean voltar à especificação do carro que andou na abertura na Austrália, retirando todas as atualizações que foram adicionados desde então. Isso permitiu que a equipe fizesse uma comparação valiosa entre sua antiga e nova especificação, mas terá que andar com o carro atualizado para os dois pilotos na Bélgica e na Itália.

O mais frustrante para a equipe é que ela não produziu um carro ruim no sentido convencional, pois ainda mostra vislumbres do ritmo da pré-temporada quando pareceu a equipe a ser batida como “melhor do resto”. O chefe da equipe, Guenther Steiner, classificou essa questão como a mais difícil que já encontrou na F1.

“Se você tem um carro ruim, você tem um grande problema, mas se o seu carro varia de desempenho ótimo para horrível e você não consegue descobrir porquê, então seu problema é maior ainda”, disse ele na Hungria. “Porque o problema está em algum lugar, e você só precisa encontrá-lo, e está muito difícil.”

Como quase sempre na F1, um ano sangra para o próximo – problemas para entender o carro deste ano podem ter um impacto no modelo 2020 da equipe. Uma temporada que a certa altura parecia tão promissora, agora pode inclusive ameaçar o futuro da equipe na Formula 1, se a Haas for incapaz de encontrar respostas para seus problemas nos próximos meses.

A Williams continua sendo a pior equipe de 2019, mas melhorou em relação ao início da temporada em Melbourne, quando Russel tomou 4 segundos do pole Hamilton (Kubica tomou 5,5s) em relação aos 2,4 segundos que Russel tomou do pole Verstappen na Hungria. É um tremendo progresso de 1.6 segundos em relação aos melhores carros da F1. Mas para brigar pelo menos no meio do segundo pelotão, a Williams ainda tem que melhorar mais 1 segundo por volta além de seus adversários, uma tarefa possível, ainda que bastante improvável.

AS - www.autoracing.com.br

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