Presidente da Ferrari pede respeito para a Red Bull

f111-massa-carro2010-350Luca di Montezemolo pediu mais respeito para os membros da Red Bull Racing, atual campeã de pilotos e construtores da F1. Recentemente, o consultor Helmut Marko havia afirmado que a Ferrari estava tentando “roubar” profissionais de sua equipe, além de dizer que Sebastian Vettel seria estúpido se trocasse a Red Bull pela equipe italiana futuramente.

“Vejo com prazer que existem algumas polêmicas pequenas. Vejo alguém que venceu campeonatos mundiais mas que não sabe se comportar como campeão. Mas isso faz parte do jogo, está tudo bem. Talvez quando alguém ganhar 10% do que a Ferrari venceu, nós responderemos. Por agora, que vençam os melhores”, disparou o presidente da Ferrari.

O italiano voltou a se posicionar contra um limite orçamentário para todas as equipes, preferindo a adoção de regras que imponham custos mais baixos. “A Ferrari é contra essa ideia de limite de custos, porque é impossível de se controlar, especialmente quando estão envolvidas empresas multinacionais, que têm possibilidade de produção em diferentes países”, explicou.

“Acho que precisamos ter limites de gastos por meio de regulamentações e não através de limite de custos. Não sei se é verdade que a Red Bull gastou demais, como se especulou, ou se a McLaren fez isso. Eu acho que há pouca chance de se verificar isso. Devemos perceber que a F1 é o auge da competição. Nós temos necessidade de investir em tecnologia e têm regulamentos que limitam as despesas”, prosseguiu o presidente da Ferrari, que acredita que ainda há um bom espírito de equipe na F1, e que é vital que todas as partes trabalhem em conjunto para tentar ajudar as corridas.

“Um esporte como a F1 deve ter três pontos de referência: a federação, como a autoridade desportiva que impõe a regulamentação, a parte comercial, que é dirigida pelo (Bernie) Ecclestone, e uma liga com as várias equipes, que representa os seus interesses. É importante ter esse diálogo: parece que as coisas têm se animado”, disse.

“A F1 deve continuar a ser um esporte radical, o auge, tem que manter essas características, e é por isso que precisamos ter cuidado para não termos um grande fosso entre as equipes grandes e pequenas. Quem corre na F1 sabe que precisa investir mas também limitar gastos, e temos que ter regulamentações que permitam isso”, finalizou Di Montezemolo.

EB – www.autoracing.com.br

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