Por que um carro de F1 é mais eficiente energeticamente do que um carro elétrico

Fórmula 1

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Graças a ganhos de eficiência conseguidos sob as atuais regras de motores, o Mercedes W07 Hybrid é mais eficiente energeticamente do que um carro médio elétrico de rua.

Notícias da semana passada que a Tesla (fabricante carros elétricos) recebeu mais de 276 mil pré-encomendas para o seu novo carro elétrico familiar, reforçam a mudança de pensamento na indústria automobilística na direção dos veículos elétricos. No entanto, em um país como os EUA, onde pelo menos 66% da eletricidade vem de usinas de energia a carvão e óleo, com apenas 13 por cento provenientes de fontes renováveis, um carro de F1 é sem dúvida muito mais verde.

A eficiência térmica do motor da Mercedes já ultrapassou 45%, com 50% de eficiência térmica sendo um alvo muito real nas próximas temporadas. Por outro lado, as usinas de energia a carvão e óleo alcançam a eficiência térmica de cerca de 33%, o que significa que a energia utilizada para movimentar um carro elétrico provavelmente venha de uma fonte menos eficiente do que um motor de F1.

O diretor técnico da Mercedes, Paddy Lowe, acredita que a tecnologia da F1 pode oferecer um futuro mais eficiente para a indústria automobilística, mas diz que a mensagem não está sendo suficiente difundida para todos.

“Os carros elétricos são vistos como verdes e a solução para todas as emissões de carbono, mas eles absolutamente não são”, disse Lowe à ESPN. “Tudo depende de onde você consegue a eletricidade e em um país típico, com um perfil regular de geração de eletricidade, um carro de F1 é maciçamente mais eficiente do que qualquer carro elétrico que está sendo carregado a partir de uma usina que está queimando hidrocarbonetos. É incrível o que nós fizemos, mas ninguém está realmente falando muito sobre isso”.

A beleza do caminho da F1 para a eficiência é ser a única maneira de ganhar mais desempenho. Ao limitar a quantidade de combustível e sua taxa de fluxo para o motor, a única maneira de ter um motor mais potente é através de uma melhor utilização do combustível disponível.

“O ponto realmente interessante é porque as regras nos conduzem para obter mais eficiência, a única maneira de obter mais desempenho é ser mais eficiente”, explica Lowe. “E apesar de já alcançarmos 45%, não estamos parando e por isso vamos, provavelmente dentro de dois ou três anos, alcançar a eficiência de 50% de eficiência. Quando se tem em mente que os carros de rua estão presos em torno de 30% nos últimos 50 anos, isso apenas ‘estoura sua cabeça'”.

Lowe acredita que a maior falha das regras de motores atuais, que ainda são menosprezadas por Bernie Ecclestone, é a incapacidade da categoria em transmitir seus sucessos para o mundo exterior.

“As alterações de 2014 foram todas voltadas para a eficiência, uma mensagem para o meio-ambiente e uma mensagem relevante para as ruas. Acho que foram muito bem sucedidas e um aspecto de menor sucesso é a forma como falamos sobre isso, do que já foi alcançado e sedimentado, uma história de sucesso e como isso pode influenciar o público e a indústria automobilística, como se pretendia fazer”.

“Nós definidos esse objetivo, conseguimos isso tecnicamente, mas não avançamos e plantamos essa intenção, que é um pouco estranho para mim. As histórias técnicas são absolutamente incríveis. Temos motores híbridos agora que são mais do que 45% eficientes”.

IB - www.autoracing.com.br

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