Piloto da Semana: GP dos Estados Unidos – 29/10/2015

Lewis Hamilton

Nome: Lewis Hamilton. Nascimento: 7 de janeiro de 1985, em Stevenage (Inglaterra). Equipe: Mercedes GP (Fórmula 1). Títulos: Multicampeão no Kart (entre 1996 e 2000); Campeão britânico de Fórmula Renault (2003); Campeão europeu de Fórmula 3 (2005); Campeão da GP2 (2006); Três vezes campeão da F1 (2008, 2014 e 2015).

Lewis Hamilton garantiu seu terceiro campeonato mundial na Fórmula 1 após vencer o empolgante GP dos Estados Unidos.

Hamilton, que terminou 2.8s à frente de Nico Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes, também se torna o primeiro britânico a conquistar títulos consecutivos.

Largando em segundo no grid, Hamilton tinha a linha interna para a curva 1, e não pela primeira vez neste ano, ele empurrou Rosberg para fora da pista, jogando o alemão para quinto.

Quando Felipe Nasr (Sauber) perdeu grande parte de sua asa dianteira na segunda volta depois de tocar em seu companheiro Marcus Ericsson, os destroços naquele ponto do circuito provocaram o acionamento do safety car virtual.

Na relargada, Hamilton segurou tanto aqueles que estavam atrás que Rosberg passou rapidamente a dupla da Red Bull – Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat.

Nas voltas subsequentes, com pneus intermediários desgastados no asfalto ainda úmido, houve uma batalha fantástica entre o quarteto líder. Ricciado tomou a ponta de Hamilton na volta 15, com Rosberg assumindo o segundo lugar logo depois.

Isso forçou Hamilton a entrar nos pits na volta 18, colocando os pneus macios, e o restante do pelotão seguiu seu exemplo nas duas voltas seguintes.

De quarto e segundo, respectivamente, Hamilton e Rosberg subiram para terceiro e primeiro com manobras sobre Kvyat e Ricciardo, com as Red Bulls perdendo rendimento com os slicks.

Quando Ericsson abandonou na volta 28, a posição de seu carro na pista provocou a entrada do safety car, anulando uma vantagem de 10.6s de Rosberg sobre Hamilton, que havia acabado de tirar a segunda posição de Ricciardo.

Todos, exceto os quatro primeiros, pararam para outra troca de pneus, com o quinto colocado Sebastian Vettel (Ferrari) colocando um novo jogo de médios na tentativa de chegar ao final sem outro pit-stop.

Quando o safety car saiu após cinco voltas, o alemão logo ultrapassou Kvyat e Ricciardo, subindo para terceiro antes de outro incidente na volta 37.

Desta vez, Nico Hulkenberg (Force India) abandonou depois de bater com Ricciardo enquanto buscava retomar a quinta posição, provocando outro safety car virtual, durante o qual Rosberg parou e caiu para quarto; Hamilton continuou na pista.

Na volta 42, com Rosberg a menos de seis segundos de Hamilton, o safety car foi acionado mais uma vez quando Kvyat perdeu o controle de seu carro na saída da penúltima curva e bateu nas barreiras.

Isso permitiu a Hamilton fazer seu segundo pit-stop e voltar atrás de Rosberg, cujas esperanças de adiar a decisão do título terminaram quando ele se desestabilizou na saída da curva 15 e foi para a área de escape.

A partir daí, Hamilton seguiu tranquilo rumo à bandeirada, com Rosberg suportando a pressão de Vettel na luta pelo segundo lugar e Max Verstappen (Toro Rosso) em quarto após um trecho final longo com seus pneus.

Campeão da Fórmula 1 em seu segundo ano, na ocasião o mais jovem da história na categoria. Esse feito foi alcançado pelo inglês Lewis Hamilton. Após uma grande temporada de estreia pela McLaren em 2007, com quatro vitórias (Canadá, Estados Unidos, Hungria e Japão) e o vice-campeonato, Hamilton corrigiu a “injustiça” do ano anterior, quando perdeu o título tendo 17 pontos de vantagem para o segundo colocado, restando duas provas para o final.

Em 2008, o inglês teve cinco vitórias (Austrália, Mônaco, Inglaterra, Alemanha e China), e só não conquistou mais uma devido a uma punição discutível na Bélgica. Uma temporada fantástica, engrandecida pelo desafio imposto pela Ferrari e pelo brasileiro Felipe Massa, em uma questão decidida apenas nas curvas finais da última etapa em Interlagos. Em 2009, a McLaren só reagiu na segunda metade da temporada, tempo suficiente para que Lewis vencesse dois GPs: Hungria e Cingapura.

Em 2010, com um carro melhor, ele encarou o poderio da Red Bull e chegou a liderar o campeonato, com três vitórias (Turquia, Canadá e Bélgica). No ano seguinte, em um ano conturbado, conseguiu ao menos outros três triunfos (China, Alemanha e Abu Dhabi). Em 2012, mais três vitórias (Canadá, Hungria e Itália), mas o título não veio devido a muitas quebras do carro da McLaren.

Após seis anos na McLaren, Lewis Hamilton decidiu mudar de ares e está na Mercedes desde 2013. Decisão que tem se mostrado acertada: obteve quatro pole positions e uma vitória (no GP da Hungria) em seu primeiro ano, e já no segundo foi campeão ao obter sete poles e 11 vitórias nas 17 etapas iniciais: Malásia, Bahrain, China, Espanha, Inglaterra, Itália, Cingapura, Japão, Rússia, Estados Unidos e Abu Dhabi.

Em 2015, o domínio é ainda maior. Em 16 etapas até agora, foram 11 poles e dez vitórias (Austrália, China, Bahrain, Canadá, Inglaterra, Bélgica, Itália, Japão, Rússia e Estados Unidos). O tri foi confirmado neste domingo em Austin. Onde Lewis Hamilton irá parar? Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!

Lewis Hamilton (F1) obteve a vitória entre os internautas com 43% dos votos. Sebastian Vettel (F1) ficou na segunda posição com 20% dos votos.

Texto: Eduardo Behling e Leandro Schmidt – www.autoracing.com.br

EB - www.autoracing.com.br

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