Indy – Circuito do Anhembi é um dos que mais exigem fisicamente

121662_165907_foto_tony_bike_web_Não é segredo para ninguém que pilotos hoje são considerados atletas de elite. As exigências físicas de se guiar um carro de 600 quilos a mais de 300 quilômetros por hora – força nos braços para fazer curvas, no pescoço para suportar a força G, nas curvas, freadas e acelerações – fazem com que estes competidores se preparem com diferentes tipos de atividades físicas. E na Fórmula Indy, como em qualquer outra categoria, as características dos circuitos também são fatores determinantes no trabalho de condicionamento.

Os brasileiros Tony Kanaan, da KV, e Hélio Castroneves, da Penske, listam o Circuito Anhembi como o mais exigente dentre os circuitos de rua do calendário da IZOD IndyCar Series. O traçado recebe a quarta etapa da temporada, no dia 1º de maio. “Com toda certeza, a pista de São Paulo castiga muito o piloto. O traçado de Sonoma, que é um misto permanente, também exige muito, e entre os ovais o de Indianápolis é o mais exigente”, disse Kanaan.

“Como o calendário da Indy tem todo tipo de pista, a preparação física do piloto não pode priorizar um ou outro tipo de exigência. Seja no oval, seja nos mistos, a demanda física é grande e o piloto tem de iniciar a temporada em condições de enfrentar todas elas”, destacou Helinho. “Se por algum motivo você perde o condicionamento, é muito difícil recuperá-lo durante o campeonato por causa das datas apertadas e do grande número de atividades entre uma corrida e outra. Então, não pode deixar a peteca cair e tem de estar o tempo todo em forma. Feito isso, o negócio é partir para os fundamentos específicos para cada tipo de pista”, explicou.

Kanaan segue a mesma linha. “Faço um programa de treinos específicos para cada um deles, mas também um geral para toda a temporada. Como fiquei ‘desempregado’ durante a pré-temporada inteira, gastei toda minha energia me preparando e cheguei pronto à primeira corrida do ano”, destacou o piloto da KV, terceiro colocado na prova de abertura do campeonato.

“Nos mistos, principalmente pelo fato de o nosso carro não ter direção hidráulica, o piloto precisa ter especial força nos braços para suportar 100 ou mais voltas de esforço intenso. E não pode cansar, senão a concentração e a performance caem vertiginosamente. Esse é o caso da pista de São Paulo. Já nos ovais, embora não exista o forte trabalho de braço dos mistos, a ação da força G é brutal, principalmente em Indianápolis, e a musculatura do pescoço precisa estar em ordem”, apontou Castroneves, tricampeão das 500 Milhas mais famosas do mundo.

São etapas de musculação, ciclismo, corridas a pé e natação no caso de Kanaan. Não à toa, o piloto baiano frequentemente disputa provas de triatlo, tamanha é a exigência dos carros e pistas da Indy. “Normalmente, em semana cheia (quando não há corrida no final de semana seguinte) são três horas de treinos diários. Há também uma preocupação bem grande com a alimentação. Para a gente, a rotina nas vésperas da corrida de São Paulo é muito parecida com a de Indianápolis, porque a semana é muito intensa. Não são somente aqueles três ou quatro dias como nas demais etapas, mas sim 10 ou 15 dias de um ritmo muito puxado de compromissos, e é preciso ter esse cuidado com a hidratação e a alimentação. Mas continuo treinando forte durante esse período, seja na academia, seja pedalando ou correndo”, falou.

“Meu preparo físico consiste basicamente de corrida, musculação e exercícios para melhorar o condicionamento geral”, destacou Helinho. Além disso, para o piloto da Penske, esta devoção ao trabalho físico para tirar o melhor de si mesmo e do carro dentro da pista também significa algumas renúncias. “Tenho uma alimentação balanceada e há muito tempo excluí da minha dieta os refrigerantes e a carne vermelha. Consumo muita água e, apesar de não abrir mão de um docinho, é sempre com moderação”, ponderou.

INGRESSOS – Os ingressos podem ser adquiridos no site oficial da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé (www.saopauloindy300.com.br) ou pelo endereço eletrônico da Livepass (www.livepass.com.br), além da central telefônica acessada pelo número (11) 4003-1527 (custo de ligação local, mais impostos), de segunda-feira a sábado, das 9h às 21h. Seis bilheterias oficiais da prova (sem cobrança de taxa de conveniência) estão disponíveis na capital paulista, localizadas nos shoppings Market Place (Piso Superior), Iguatemi e Frei Caneca (Piso Térreo), na Bilheteria 1 do Estádio do Morumbi, Central de Turismo Express (Av. São João, 677) e no Posto Gravatinha (em Santo André). O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartões de crédito Visa, Mastercard e Diners, e cartões de débito Visaelectron, Maestro e Redeshop. No Rio de Janeiro o ponto de venda é o Posto Piraquê (Av. Borges de Medeiros, Lagoa), e em Brasília (DF), a Central de Ingressos funciona no Brasília Shopping (Setor Comercial Norte, Quadra 5). Nestes dois pontos, o pagamento deve ser feito apenas em dinheiro.

Estudantes de ensino fundamental, médio ou superior, e idosos acima de 65 anos têm direito a meia-entrada, ou seja, poderão assistir ao show da categoria de monopostos mais rápida do mundo por apenas R$ 90. As instalações também oferecem acessos para portadores de necessidades especiais.

A Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé terá transmissão ao vivo pelos canais Band e Bandsports, além das rádios Bandeirantes e BandNews FM.

FH – www.autoracing.com.br

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