Fernanda de Lima: Luz, câmera, ação

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Rush - Lauda vs Hunt

Depois de um pós-corrida tenso e muito mais repercutido do que a própria corrida, vamos acalmar os ânimos e nos preparar para a disputa do próximo fim de semana, na China.

Hoje compartilho com vocês uma outra paixão: filmes! A possibilidade de imaginar, criar e recriar histórias é algo fantástico. E o esporte sempre tem ótimas histórias para serem recontadas. Aproveitei um tempinho livre para navegar na internet sem compromisso, o que resultou em horas vendo e ouvindo feras de uma F1 que não pude acompanhar em tempo real, mas que os relatos e as imagens não deixaram de me emocionar.

Senna, sempre ele
Sem dúvida, meu gênero preferido é o documentário, gosto da sensação de “reviver” a história. Documentários bem feitos são infinitamente superiores a outros gêneros no quesito “emoção”. Um dos meus xodós nesse cenário esportivo é um documentário de alguém que dispensa apresentações: Ayrton Senna – The Right to Win. A maioria já deve ter visto, mas vale a pena rever (essa deve ter sido a minha 7ª vez). Senna é idolatrado pela alma e acho que essa é, no fundo, a base desse documentário de 2004. Quando Senna morreu eu ainda não tinha completado nem uma década, por isso não tive a oportunidade de acompanhar seus dias de glória. Porém, graças aos senhores do tempo consigo imaginar e reviver muitos deles. Em pouco mais de 50 minutos de imagens e depoimentos é fácil enxergar a grandeza de Ayrton. Nunca vi olhar tão marcante no esporte (e possivelmente na vida) como o de Senna. “Ele era grande demais para ser pequeno, entende?”, disse o piloto da aeronave de Senna em depoimento ao The Right to Win. Determinação, intensidade, concentração e sua obsessão por Alain Prost, então bambambam da F1 na chegada de Senna, dão o tom para esse material fantástico.

Versão legendada clique AQUI

A F1 que matava
Assisti ao documentário “Grand Prix – The Killers Years” da BBC à época do lançamento, em 2011, porém, varri toda a internet em busca de um link para compartilhar com vocês, mas sem sucesso. Fica a dica: quem encontrar, compartilhe aqui! As cenas dos “anos assassinos” da Fórmula 1 são de arrepiar e de marejar os olhos também. Se hoje nos parece cada vez mais distante a realidade de mortes de pilotos na F1, em meados dos anos 1960, a morte era denominador comum na categoria. De pilotos a espectadores.

Vem mais por aí
Nessa segunda saiu o primeiro trailer de Rush, um longa sobre a rivalidade entre os pilotos James Hunt e Niki Lauda na temporada de 1976. Gostei do que vi, os atores estão idênticos aos pilotos, com destaque especial para o intérprete de Lauda. Perfeito! Fiquei tão empolgada com o filme, que tem estreia marcada para setembro de 2013, que tive de buscar algo a mais sobre James Hunt, bem menos familiar para mim do que Niki Lauda.

Parte 1

 

Parte 2

 

Pra quem tiver um pouquinho de tempo, sugiro mais esse aqui: Barry Sheene & James Hunt – When playboys ruled the world.

“James, o que essa vitória significa pra você?” “Nove pontos, 20 mil dólares e muita alegria.” Se eu tiver que dizer pra escolherem um, é esse! É notável a transição pela qual a Fórmula 1 e a mídia passaram nas últimas décadas. Se na época de Sheene e Hunt a aproximação entre jornalistas e pilotos, de fato, existia, daqui para frente jamais veremos ou chegaremos perto de um atleta de alto nível de maneira tão natural, simples e verdadeira.
E vocês? Têm alguma sugestão bacana?

Fernanda de Lima

AS - www.autoracing.com.br

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