F1 – Suspensão da Mercedes é o segredo da grande melhora em curvas

Foto da Autosport

A Mercedes não fez nenhum segredo que um dos maiores ganhos que fez com seu carro 2019 de Formula 1 foi em sua performance em curvas de baixa velocidade.

E isso veio graças principalmente a ambas as suspensões dianteira e traseira, item que o Autoracing vem noticiando desde 2017 que a Mercedes vem sofrendo demais a partir do banimento do sistema FRIC, que interligava as quatro suspensões do carro, simulando – mas não igualando -, a famosa suspensão ativa das Williams de 1992 e 1993.

Valtteri Bottas admitiu isso em Montreal na quinta-feira, quando disse que o carro ganhou muito desempenho em curvas aumentando muito a confiança dele e de Hamilton.

“Faz curva muito bem”, disse ele sobre o W10. “É claramente uma grande melhoria desde o ano passado ou no ano anterior.”

“Nós vimos em algumas curvas de baixa e média de velocidade que nós não éramos os melhores, mas agora nós fizemos passos enormes e definitivamente a dianteira do carro também está muito melhor na entrada das curvas.”

“Isso significa que você pode frear um pouquinho mais tarde e contar que a frente vai apontar o carro na entrada das curvas até a saída delas.”

“Comparado com o ano passado, o carro está muito mais ‘na mão’, vai para onde você quer, e isso é obviamente um bom sentimento.”

Grande parte deste passo para fazer curvas muito melhor deve-se à suspensão dianteira da Mercedes, que apresenta uma solução incomum de suporte duplo.

Encurtando eficazmente o pushrod, este desenho ajuda o mergulho do nariz em relação à suspensão quando a direção é muito virada para os lados.”

Isso ajuda tanto no desempenho aerodinâmico quanto nas cargas sobre os pneus dianteiros.

Mas o desenho da suspensão dianteira pode não ser a resposta completa para a vantagem da Mercedes, já que parece haver uma solução interessante na traseira do carro que pode ser mostrada na ilustração exclusiva de Giorgio Piola.

Como mostra o desenho, a Mercedes introduziu uma forma de suspensão multi-link que segue um conceito similar ao desenho da suspensão dianteira que a Red Bull introduziu.

Suspensão traseira vista por baixo – Ilustração de Giorgio Piola

A ilustração de Piola mostra a suspensão da Mercedes por baixo.

Em (1), há a perna da frente do wishbone (braço duplo triangular) inferior, em (2) é a perna da frente do wishbone superior, com o anexo coberto pela ligação do balancim frontal, e em (3) é o pullrod.

Mas os pontos mais interessantes estão na parte traseira, e em (4) a cobertura do wishbone também se estende ao eixo motor.

O corpo principal do elemento wishbone está em (5), e o “corpo” de fibra de carbono apresenta uma fenda entre as ranhuras, pois ele tende mais para fora do motor para trabalhar o fluxo de ar com mais força nesse momento.

O design não apenas ajuda a proporcionar ganhos mecânicos para melhor gerenciar a temperatura dos pneus traseiros – algo que a Mercedes realmente conquistou somente no início deste ano depois de sofrer com este problema em 2017 e 2018 -, mas também há benefícios aerodinâmicos.

Os braços de suspensão são projetados de tal forma que geram um fluxo que é melhor direcionado para otimizar o desempenho do difusor traseiro, com um aumento na carga que não aumenta o arrasto.

De acordo com o regulamento, apenas seis membros de suspensão podem ser usados ​​por roda na posição vertical – com um tradicional braço duplo triangular contando como dois.

Como resultado, a Mercedes parece ter habilmente empregado o trackrod – que mantém a posição horizontal da roda traseira e controla o caster, toe in/toe out – na geometria traseira do braço duplo triangular.

Bottas disse que seria errado dizer que o progresso da Mercedes este ano foi principalmente em curvas de baixa velocidade, já que também houve avanços aerodinâmicos.

“Eu não posso dizer que há uma grande coisa em relação ao carro do ano passado, eu acho que é no geral”, disse ele sobre onde os maiores ganhos que vieram deste ano.

“A suspensão é a parte mecânica que que melhorou.”

“Mas eu ainda digo que neste esporte atualmente a aero é a maior parte do que vemos.”

“Podemos ser um pouco mais lentos em comparação com a Ferrari nas retas, mas esperamos ser mais rápidos do que eles em todas as curvas e isso também é downforce, então eu diria que é a maior melhoria em relação ao ano passado.”

AS - www.autoracing.com.br

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