F1 – Renault preocupada que precedente da Haas mude a categoria para sempre

Cyril Abiteboul

O chefe da Renault, Cyril Abiteboul, teme que a abordagem da Haas para a Fórmula 1 possa ter estabelecido um precedente que mudou a categoria para sempre.

Por causa de seus laços estreitos e colaboração técnica com a Ferrari, a Haas é vista como uma “Equipe B” por seus rivais, explorando uma abordagem que ofereceu muitos benefícios à equipe norte-americana.

Enquanto a Ferrari desfruta de uma parceria semelhante com a Alfa Romeo/Sauber, a Red Bull tem uma relação de trabalho de fato com a equipe júnior Toro Rosso, e a Mercedes colabora com a Racing Point.

A Renault até agora se esquivou de uma aliança de ‘Equipe B’, mas Abiteboul se pergunta se o modelo pioneiro de Haas se tornou indispensável.

“Agora temos a operação que queríamos quando começamos”, disse Abiteboul à Auto Motor und Sport.

“O que nós não percebíamos naquela época era que algumas equipes haviam começado essa louca corrida armamentista, particularmente Ferrari e Mercedes. Isso é uma categoria diferente, um universo diferente”.

“Nosso plano era operar no mesmo nível das melhores equipes. Mas elas continuaram a crescer no mesmo ritmo que nós e com números tão loucos que não podemos e não queremos segui-las”.

Sugere que a Haas e sua aliança com a Ferrari, criou a própria caixa de Pandora da Fórmula 1.

“A Haas criou um precedente que agora é difícil de voltar”, acrescentou Abiteboul. “Para mim, há ‘antes da Haas’ e ‘depois da Haas’. Isso mudou a Fórmula 1, e possivelmente para sempre. Dez equipes se tornaram quatro ou cinco”.

“Isso é algo que não previmos em nossa estratégia. Em breve, você não poderá vencer se não tiver uma equipe B”.

IB - www.autoracing.com.br

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