F1 – Prost e sua relação com Senna: “A nossa foi uma história magnífica”

Alain Prost e Ayrton Senna

Hoje marca o que teria sido o aniversário de 60 anos de Ayrton Senna na Fórmula 1, e seu antigo companheiro de equipe McLaren refletiu sobre sua relação com o brasileiro na que ele chama de “uma história magnífica”.

Senna vs Prost tornou-se uma das maiores rivalidades da história da F1 e do esporte após as batalhas entre a dupla no final da década de 80 e início da década de 90. Foi somente nos últimos anos que o francês percebeu o impacto que ele e seu rival trouxeram ao mundo através da quantidade de pessoas que conversaram com ele sobre isso.

“Não há um dia em que alguém que eu conheça não fale de Ayrton e de mim: isso significa que fizemos algo, que alguma coisa ficou”, disse ele ao jornal La Repubblica. “Mas naqueles anos, ao vivo, você não percebia. Não sei como dizê-lo: foi incrível”.

Os dois ganharam juntos sete campeonatos mundiais (Prost: 4, Senna: 3), estando juntos na McLaren nas temporadas de 88 e 89. Mas o ex-piloto de 65 anos acredita que as rivalidades atuais e recentes na F1 não são as mesmas.

“Não sei se rivalidades como a minha e a de Ayrton são as mesmas: são tempos diferentes, o mundo das corridas de hoje é mais sofisticado, o ambiente mudou e as relações, mesmo com a imprensa, não são mais as mesmas”, explicou. “E finalmente temos que considerar o carisma, os estilos e as características dos pilotos”.

Dois dos maiores pontos de sua rivalidade foram as batidas disputando títulos em 1989 e 1990, quande ambos causaram uma colisão um com o outro em Suzuka, mas o francês afirma que na época de sua última corrida na F1, em 1993, eles já se haviam perdoado um ao outro.

“Eu já tinha ganho o Campeonato Mundial (de 1993) e subi ao pódio (em Adelaide), mas Ayrton que havia vencido a corrida pegou meu braço e quis compartilhar o lugar de cima comigo”, lembrou Prost. “Esse momento realmente mudou a nossa relação e hoje posso dizer que a nossa foi uma história magnífica”.

Senna se mudou da McLaren para a Williams para a temporada 1994 e sofreu um começo difícil, abandonando as duas primeiras corridas, mas morreu em um acidente no GP de San Marino. Um acidente que abalou Prost e o mundo da Fórmula 1.

“Nós até nos tornamos amigos”, acrescentou ele. “Ele me contou coisas íntimas sobre a sua vida. Ele já não era o mesmo Ayrton Senna que me desafiava na pista”.

“Lembro-me que ele queria que eu tomasse conta da associação de pilotos: ligava-me várias vezes por semana para me pedir conselhos. Lembro-me também daquela mensagem na rádio em Imola 94, antes de morrer (‘Todos sentimos a tua falta, Alain’)”, prosseguiu o francês.

“Ele foi entrevistado pela TF1, televisão francesa e, sabendo que eu era um comentarista, ele disse essas palavras. Mas eu não estava no estúdio. Só depois da sua morte é que me mostraram isso, e eu tinha lágrimas nos olhos”, comentou.

“Em retrospectiva, eu sabia que algo estava errado. O mundo estava ou com o Senna, ou com o Prost. Mas como é que isso acabou? Que as nossas histórias estavam completamente ligadas. Não só a minha carreira, mas também a minha vida. Eu vivo com esta rivalidade/amizade para sempre”, concluiu o tetracampeão.

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