F1 – Por que a atualização da Red Bull na Áustria foi tão crucial

Max Verstappen

A forma da Red Bull se transformou com as mudanças em seu carro e no motor Honda que fizeram “tudo se encaixar” antes do GP da Áustria.

A princípio, a equipe não conseguiu explicar a vitória impressionante de Max Verstappen no Red Bull Ring, onde ela teve uma pequena modificação na asa dianteira.

A Honda também já havia introduzido sua mais recente especificação na etapa anterior na França, portanto não houve um grande salto de performance da montadora japonesa, apesar de ela ter admitido que estava extraindo um pouco mais de seu motor com um conhecimento melhor.

Entretanto, desde então Verstappen também venceu na Alemanha, deveria ter subido ao pódio na Inglaterra e fez a pole na Hungria, onde ele chegou em segundo.

A melhoria de ritmo das oito primeiras corridas da temporada para as quatro antes do recesso de verão da Fórmula 1 foi notável e facilmente de ver quando se analisa a melhor volta da equipe em cada GP como uma porcentagem do tempo mais rápido daquele fim de semana.

Da Austrália para a França, o “super tempo” da Red Bull foi de 100.943%, o que representa mais de oito décimos em uma volta teórica de 90 segundos e explica por que a equipe nunca esteve na disputa pela pole, nem mesmo em Mônaco, um circuito que tradicionalmente a favorece.

Contudo, nas quatro provas antes do recesso de verão, o super tempo da Red Bull despenca para 100.347% – três décimos em nossa volta hipotética.

“Na França, nós não estávamos muito felizes com o carro, mas também não fomos muito velozes nas retas”, declarou Verstappen ao site Autosport. “Acho que saímos daquela corrida dizendo que deveríamos forçar um pouco mais, não nos preocupando tanto em terminar a prova sem problemas no motor”.

“Não é muito, mas cada centésimo que você puder extrair é realmente importante quando as coisas começam a ficar tão acirradas. Tudo se encaixou na Áustria, onde nós começamos a forçar o carro em uma direção melhor, e o motor foi secundário, mas todos os detalhes ajudam”.

Verstappen havia previsto antes do GP do Canadá que a Red Bull não precisava de um grande salto de seu carro ou motor para mudar consideravelmente o cenário competitivo.

No começo do ano, a Red Bull também estava ciente de que precisaria conseguir melhorias aerodinâmicas, portanto havia boas chances desse foco dar frutos considerando a história da equipe em termos de qualidade do chassi.

O chefe Christian Horner havia admitido anteriormente que a Red Bull foi mais prejudicada pelas alterações da asa dianteira em 2019, mas ele disse que a Mercedes também estabeleceu novas referências e sua equipe teve de reagir.

“Depois dos testes de inverno, você teria sido corajoso se apostasse contra a Ferrari, eles não conseguiram andar devagar em Barcelona”, afirmou Horner. “A Mercedes deu um grande passo na segunda semana e teve uma vantagem enorme nas primeiras corridas, mas nós trabalhamos duro e nos mantivemos concentrados, melhoramos gradualmente o desempenho do carro e começamos a nos aproximar deles”.

A Red Bull teve um início discreto na última temporada após mudanças nas regras aerodinâmicas, 2017, mas aquilo foi atribuído a um problema no túnel de vento. Horner disse que sua necessidade de se recuperar em 2019 não teve “nada a ver com problemas de correlação”, foi simplesmente uma questão de adaptação.

“A filosofia aerodinâmica que nós perseguimos e desenvolvemos exigia bastante da asa dianteira, e acho que conseguimos otimizar aquilo sob o regulamento antigo”, acrescentou ele. “Com o downforce que essa asa dianteira é capaz de gerar, você precisa ser criativo e equilibrar adequadamente sua asa. É por isso que demorou um pouco para o pessoal recuperar as características do ano passado”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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