F1 – McLaren quer “amenizar” carro para 2018

McLaren

A McLaren está determinada a tornar o manuseio de seu carro novo mais fácil para Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne. O diretor técnico Tim Goss afirma que a equipe priorizou amenizar as características do carro, em uma tentativa de acabar com a seca de cinco anos sem vitórias, agora com motores Renault.

“Muito de produzir um ótimo carro de F1 nos dias de hoje é dar aos pilotos um carro que eles possam explorar”, disse Goss ao site Autosport. “Não há nenhum motivo para dar-lhes um carro com performance instável. O que estamos tentando fazer é dar aos pilotos algo que funcione muito bem em um amplo envelope operacional”.

A McLaren assumiu essa abordagem para o primeiro projeto das novas regulamentações aerodinâmicas no ano passado. “Inicialmente, não estamos preocupados com o nível de desempenho que vamos colocar no carro”, explicou Goss.

“O que queríamos fazer era entender a física do fluxo e tentar obter boa aerodinâmica em toda a extensão do carro. E só quando fizemos isso e ficamos felizes por termos aerodinâmica bem comportada, começamos a construir o desempenho”, prosseguiu ele.

“Então, nossa abordagem nos dias de hoje é muito sobre dar ao piloto algo em que eles possam confiar e trabalhar, e o ideal na nossa visão não é apenas produzir um pacote aerodinâmico rápido para o piloto ou uma mudança de dinâmica do carro”, comentou.

Goss disse que a McLaren decidiu não tentar compensar a falta de desempenho em reta da Honda com um design ou configurações de baixo arrasto em 2017. “Mesmo cortando um pouco de downforce do carro e colocando um nível de asa mais baixo, ainda não iríamos deixar o nosso carro em condições nas retas”, acrescentou.

“Então, nossa abordagem era sempre fazer o tempo de volta mais rápido e nossas táticas para um fim de semana de corrida eram de se classificar o melhor possível, e então defender essa posição com base no tempo de volta. Em algumas corridas foi extremamente difícil. Melhoramos o carro consideravelmente em torno do GP da Hungria, tivemos uma ótima corrida lá, e depois chegamos à Bélgica e simplesmente recuamos”, declarou.

“Nós fomos para trás por causa de nosso tempo de volta, mas porque nós tínhamos zero capacidade de defesa nas retas. Esse período entre a Bélgica e a Itália foi imensamente frustrante porque sabíamos que tínhamos desempenho no carro, mas não podíamos nos defender”, afirmou Goss.

“Estamos aqui para ganhar corridas e campeonatos, projetamos o carro visando sucesso. Ao invés de colocar emplastros de aderência para tentar lidar com o fato de termos tido um motor de baixa potência, o que realmente queríamos fazer é desenvolver o melhor carro e assumir que o motor viria”, concluiu ele.

EB - www.autoracing.com.br

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