F1 – Ferrari e Red Bull se envolvem em guerra de palavras

Christian Horner e Maurizio Arrivabene

Os chefes de equipe Maurizio Arrivabene e Christian Horner se envolveram em um conflito por causa da transferência de Laurent Mekies da FIA para a Ferrari.

Horner, chefe da Red Bull, já havia dito que a contratação de Mekies violou um acordo de cavalheiros fechado no Grupo de Estratégia em relação aos funcionários da FIA, após a controversa contratação de Marcin Budkowski pela Renault.

Horner e Eric Boullier, da McLaren, sugeriram que as equipes haviam concordado em respeitar um afastamento remunerado de 12 meses para ex-funcionários da FIA ou da Fórmula 1, mas Mekies – que continua na FIA, mas foi retirado das funções da F1 – começará a trabalhar na Ferrari apenas seis meses depois do anúncio da contratação.

Arrivabene afirmou que a Ferrari não quebrou nenhum acordo.

“Não houve nada de errado, nós respeitamos a lei suíça local onde Laurent foi contratado”, declarou ele. “E, posteriormente, fomos ainda mais longe com seis meses de afastamento remunerado”.

Ele insistiu que a conclusão do Grupo de Estratégia havia sido aguardar o veredicto do departamento legal da FIA sobre as implicações das leis trabalhistas na próxima reunião em abril.

“Ouvi comentários relacionados a um suposto acordo de cavalheiros”, disse Arrivabene. “Sob as leis trabalhistas, um acordo de cavalheiros é ilegal”.

Horner, que participou da conferência de imprensa da FIA em Melbourne com Arrivabene e Toto Wolff, chefe da Mercedes, permaneceu convencido de que a Ferrari está errada. Ele disse que o “grande mal-estar” em relação à contratação de Budkowski pela Renault levou ao consenso de que “todas as equipes consideraram inaceitável” a ida imediata de funcionários da FIA para as equipes.

Horner reconheceu o argumento de Arrivabene em relação às leis trabalhistas, dizendo que “todos os advogados do mundo não poderiam redigir um contrato capaz de policiar isso”, mas acrescentou que “houve um entendimento e uma declaração clara das equipes afirmando que deve haver um período de afastamento de pelo menos 12 meses para alguém indo da FOM ou da FIA para uma equipe ou vice-versa”.

“Certas equipes estavam querendo que esse período fosse de três anos, mas todas acabaram concordando com 12 meses. O mais decepcionante é que essa reunião ocorreu há menos de seis semanas. As discussões supostamente estavam em andamento naquele momento. Essas reuniões também perdem o sentido se não conseguirmos concordar com algo e tomar uma atitude”.

“É claro, você pode se esconder atrás de ‘não está no regulamento’, mas como um grupo, nós concordamos com algo, e é necessário questionar o sentido dessas reuniões. O mais decepcionante é que foi a Ferrari que estava querendo um período de três anos. Você tem uma equipe pressionando por um afastamento de três anos, e algumas semanas depois, estamos nesta situação”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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