F1 – Especial GP do Japão

GP do Japão - 2015

GP do Japão – 2015

O GP do Japão tradicionalmente é um dos últimos da temporada, e por isso já sediou muitas corridas que decidiram o título da Fórmula 1, com 13 campeões mundiais sendo coroados nos 32 eventos japoneses já realizados.

Os dois primeiros GPs do Japão aconteceram em 1976 e 1977 no Fuji Speedway, antes do país ser retirado do calendário. O retorno se deu em 1987 em Suzuka, que foi a sede exclusiva dos GPs durante 20 anos e ganhou a reputação de um dos circuitos mais desafiadores do calendário. Em 2007, a prova voltou ao remodelado Fuji, e após ser disputada no local também em 2008, Suzuka retornou em definitivo em 2009.

O GP do Japão deveria continuar se alternando entre Fuji e Suzuka. Também se especulou que ambas poderiam receber uma etapa, com a readoção do nome GP do Pacífico utilizado por Aida em 1994 e 1995. Nesses dois anos, o Japão se tornou um dos seis países a sediar mais de um GP na mesma temporada (junto com Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha, Itália e Estados Unidos). No entanto, em julho de 2009, a Toyota – proprietária do Fuji Speedway – anunciou que a pista não receberia a corrida a partir de 2010 devido à crise econômica mundial.

O recordista de vitórias na etapa japonesa é Michael Schumacher, com seis primeiros lugares – em 1995, 1997, 2000, 2001, 2002 e 2004. Entre os brasileiros, Ayrton Senna venceu em 1988 – na histórica atuação que lhe rendeu seu primeiro título mundial – e 1993. Ele também cruzou a linha de chegada na frente em 1989, mas foi desclassificado após o polêmico incidente com Alain Prost. Nelson Piquet e Roberto Moreno conseguiram uma dobradinha brasileira em 1990, e Rubens Barrichello triunfou em 2003.

Jenson Button

Jenson Button venceu em 2011

Conheça um pouco mais do Japão

O Japão pode ser considerado uma das maiores potências mundiais. O pais asiático, que duela com os Estados Unidos pela chamada “supremacia” em termos tecnológicos, tem o seu aniversário de fundação celebrado no dia 11 de fevereiro, mas também há grandes comemorações no dia 23 de dezembro, no “Aniversário do Imperador”.

A área do Japão ocupa um total de 372.819 km², com uma população aproximada de 127,4 milhões de habitantes. Para se ter uma idéia de como o Japão é populoso, o estado de São Paulo, por exemplo, um pouco menor que o Japão e o estado mais populoso do Brasil, tem “apenas” 35 milhões de habitantes. A moeda é o iene, o idioma oficial é o japonês e a capital é Tóquio. O país localiza-se no leste da Ásia, e tem um fuso horário de 12 horas em relação à Brasília.

O clima no Japão varia entre temperado continental (Norte) e subtropical (Sul). Além da capital Tóquio, as principais cidades são Osaka, Yokohama, Nagoya, Sapporo, Kyoto e Kobe. Em percentuais aproximados, a população é composta por japoneses (99%) e coreanos (1%), de acordo com o censo de 1996.

A religião no território nipônico é dividida da seguinte forma: xintoísmo e religiões derivadas (51,3%), budismo (38,3%), cristianismo (1,2%) e outras 9,2%, segundo dados de 1992. A densidade demográfica é de 340 habitantes por km², (o Estado de São Paulo tem 135 habitantes por km²) com crescimento demográfico de 0,2% ao ano (1995 a 2000), taxa de analfabetismo menor do que 5% (2000) e renda per capita de 33.100 dólares, uma estimativa de 2006. A renda per capita brasileira é de 9.900 dólares.

A economia do Japão é diversificada. Os produtos agrícolas mais comuns são arroz, batata, repolho, beterraba e frutas cítricas. Na pecuária, bovinos, suínos e aves têm maior destaque. Em termos de mineração, calcário, enxofre e asfalto natural são mais explorados. Já a indústria japonesa tem a sua força em máquinas, equipamentos de transporte, produtos eletroeletrônicos e siderúrgica (aço e ferro).

Suzuka 2011

As Ferraris em Suzuka

O circuito de Suzuka

Projetado em 1962 por John Hugenholtz para ser a pista de testes da Honda, Suzuka possui 5.807 km de extensão e é um dos poucos circuitos do mundo que tem um traçado no formato de 8, com a reta oposta passando por cima da seção inicial. Devido à sua natureza única, Suzuka é um grande teste de habilidade para os pilotos, uma das pistas mais difíceis do mundo, apreciada por competidores e espectadores.

O circuito pode ser usado em três configurações; a completa, a East e a West. A parte East se extende da reta dos boxes até a primeira metade da curva Dunlop, antes de voltar à reta dos boxes com uma curva fechada à direita. Já o traçado West é formado pela outra seção da pista completa, com o pit lane localizado na reta anterior à curva 130R.

Suzuka tem muitas curvas velozes e mudanças de direção repentinas, o que faz com que os pneus sejam bastante exigidos. No entanto, com a configuração de 8, o desgaste se equilibra ao longo da volta e acaba não sendo tão grande quanto as velocidades nas curvas poderiam sugerir. Normalmente, adota-se uma estratégia de duas paradas, mas isso pode variar por causa das condições meteorológicas da região, que costumam ser instáveis.

O ângulo médio das curvas do circuito é de 99 graus – abaixo da média do calendário da Fórmula 1. Quanto maior esse ângulo, mais fechadas são as curvas e maior a propensão para as saídas de frente comprometerem os tempos. A velocidade máxima em Suzuka em 2006 foi de 311 km/h.

Eduardo Behling, Leandro Schmidt
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