F1 – Especial GP da Itália

Comemoração dos fãs da F1

O GP da Itália é um dos eventos mais antigos do calendário automobilístico mundial. O evento inaugural foi realizado no dia 4 de setembro de 1921, em Brescia. Porém, a prova é mais associada ao circuito de Monza, que foi construído em 1922 a tempo para a corrida daquele ano e sediou a maioria das etapas.

Entre 1935 e 1938, o GP da Itália fez parte do calendário do Campeonato Europeu, e foi uma das corridas do primeiro Campeonato Mundial de Fórmula 1 em 1950, tendo sido disputado todos os anos desde então. O único outro evento do calendário da categoria que detém a mesma marca é o GP da Inglaterra.

Raikkonen e Schumacher

Michael Schumacher é o maior vencedor em Monza

O recordista de vitórias é Michael Schumacher, com cinco triunfos em 1996, 1998, 2000, 2003 e 2006 – todos com a Ferrari, para a alegria dos tifosi, os fanáticos torcedores da equipe baseada em Maranello que tradicionalmente lotam as arquibancadas de Monza. Nelson Piquet tem quatro vitórias, e sua primeira, em 1980 com a Brabham, ocorreu no único GP da Itália que não foi realizado em Monza, e sim no circuito de Imola, em San Marino.

Piquet voltaria a vencer com a Brabham em 1983 – ano em que conquistou seu segundo título mundial – e com a Williams em 1986 e 1987, quando também foi campeão pela terceira vez. O Brasil ainda contabiliza duas vitórias de Ayrton Senna em 1990 e 1992, ambas com a McLaren, e mais três de Rubens Barrichello em 2002, 2004 de Ferrari e 2009 de Brawn, totalizando nove triunfos no tradicional evento.

Monza também foi o cenário de momentos marcantes da Fórmula 1 nos últimos anos. Depois de vencer o GP da Itália de 2006, Michael Schumacher anunciou que iria se aposentar no final daquela temporada. Na chuvosa etapa italiana de 2008, Sebastian Vettel se tornou o piloto mais jovem da história a vencer um GP, aos 21 anos e 74 dias, quebrando em 317 dias o recorde estabelecido por Fernando Alonso no GP da Hungria de 2003.

Rubens Barrichello

Rubens Barrichello venceu em 2009

Conheça um pouco mais da Itália

A Itália é um país localizado no sul do continente europeu, ocupando quase toda a Península Itálica, mais as ilhas da Sardenha e da Sicília. O país compartilha o seu limite alpino do norte com a França, a Suíça, a Áustria e a Eslovênia, além de uma fronteira marítima no mar Adriático com a Croácia e a Eslovênia e no Mar Lígure com a França.

Sua capital é Roma, e os estados independentes de San Marino e a Cidade do Vaticano são enclaves no território italiano. Também pertence ao país a comunidade de Campione d’Italia, um enclave no território da Suíça de língua italiana. O país inclui 92 por cento da região física de língua italiana, delimitada convencionalmente pelo divisor de águas alpino.

A Itália é uma democracia parlamentar. O atual governo foi empossado no dia 17 de maio de 2006 e é composto por um parlamento bicameral, formado por uma Câmara dos Deputados e um Senado, além de um sistema judiciário e um sistema executivo que conta com um Conselho de Ministros, encabeçado pelo primeiro-ministro.

O presidente da república tem direito a um mandato de sete anos. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e esse propõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O Conselho de Ministros precisa ter apoio de ambas as casas do parlamento. Os deputados do parlamento são eleitos diretamente pela população.

A Itália é um país desenvolvido, membro do G8, da OMC, da OTAN e fundador da União Européia, tendo assinado o Tratado de Roma em 1957. A Itália é chamada il Belpaese (“belo país”, em italiano) pelos seus habitantes, devido à beleza e a variedade das suas paisagens e por ter o maior patrimônio artístico do mundo; o país detém do maior número de patrimônios mundiais da UNESCO.

A cultura da Itália é famosa pela sua arte, cultura e monumentos, entre os quais se encontram a Torre de Pisa o Coliseu de Roma, bem como pela sua comida, vinho, estilo de vida, elegância, design, cinema, teatro, literatura, poesia, artes plásticas e música (especialmente a ópera).

A culinária italiana é um dos símbolos do país na atualidade. Tanto ingredientes como pratos variam de região para região do país. Queijo e vinho são uma parte importantíssima da cozinha da Itália, desempenhando papéis diferentes tanto regionalmente quanto nacionalmente. Também o café, mais especificamente o espresso, assumiu um papel de destaque relevante na cultura gastronômica do país.

GP da Itália

GP da Itália de 2011

O circuito de Monza

O Autodromo Nazionale Monza fica localizado perto da cidade de Monza, ao norte de Milão, e é um dos circuitos mais históricos do mundo. As curvas de maior destaque do traçado principal de 5.793km de extensão, usado pela Fórmula 1, são a Lesmo, a Parabolica e a Variante Ascari. A Curva Grande está localizada após uma chicane lenta, mas é contornada de pé embaixo pelos carros da categoria.

A pista se destaca pelo fato dos pilotos andarem em aceleração máxima durante a maior parte da volta devido às suas longas retas, e normalmente é um cenário no qual os monopostos da Fórmula 1 mostram toda a sua velocidade pura (372km/h na época dos motores V10). É um circuito predominantemente plano, mas tem uma mudança de elevação notável – porém gradual – entre a segunda Lesmo e a Variante Ascari.

Monza foi palco de alguns dos episódios mais trágicos da Fórmula 1, principalmente nos primeiros anos do campeonato. Desde aquela época, foram feitas modificações visando melhorar a segurança dos espectadores e reduzir as velocidades nas curvas, mas o traçado ainda é criticado pelos pilotos devido à falta de áreas de escape, notoriamente na chicane que corta a Variante della Roggia.

Em 1955, teve início o trabalho para reformar inteiramente o circuito, resultando em uma pista de 5.75km e um novo oval de alta velocidade com curvas inclinadas, de 4.25km. Ambos os traçados podiam ser combinados para criar um único de 10km de extensão, com os carros andando em paralelo na reta dos boxes. A Fórmula 1 correu nesse circuito em 1955, 1956, 1960 e 1961. Essa última prova teve outro acidente sério, com Wolfgang von Trips e 14 espectadores morrendo perto da Parabolica. Apesar da tragédia não ter ocorrido na inclinação, o oval não foi mais utilizado pela categoria.

O traçado não foi alterado até o retorno da Fórmula 1 em 1966, quando foram adicionadas novas chicanes nas curvas inclinadas. O último evento realizado na inclinação foram os 1000km de Monza em 1969. A Pista de Alta Velocità existe até hoje, mas está em péssimas condições.

Tanto os carros quanto as motos se tornaram atrações regulares em Monza a partir de 1966, mas com o aumento das velocidades, duas chicanes deixaram a pista mais lenta em 1972. As motos do campeonato mundial continuaram usando o traçado sem as chicanes até ocorrerem cinco mortes em duas provas em 1973, incluindo Renzo Pasolini e Jarno Saarinen. As motos só voltaram a Monza em 1981.

As chicanes de 1972 logo deixaram de ser suficientes para reduzir a velocidade dos carros; uma delas foi refeita em 1974, outra em 1976 e uma terceira acrescentada nesse mesmo ano. A volta agora tinha 5.8km de extensão. No entanto, a tecnologia continuou aumentando as velocidades, forçando novas alterações na pista em 1979. Essas mudanças encorajaram a volta das motos em 1981, mas o trabalho visando melhorar a segurança continuou ao longo dos anos 80.

Nos anos marcados pela preocupação com a segurança após a morte de Ayrton Senna em outra pista italiana (Imola) em 1994, as três curvas longas principais foram “espremidas” com o objetivo de aumentar a área de escape, encurtando a volta para 5.77km. Em 1997, as arquibancadas foram reformadas a fim de expandir a capacidade para 115 mil pessoas.

Em 2000, a chicane na reta principal foi alterada, passando de uma esquerda-direita dupla para uma direita-esquerda simples na tentativa de reduzir os acidentes frequentes nas largadas. Porém, ela ainda é considerada insegura para as motos. A segunda chicane também foi reprojetada. No GP de Fórmula 1 daquele mesmo ano, um comissário, Paolo Ghislimberti, morreu ao ser atingido por destroços que voaram após um grande acidente naquele ponto da pista.

Leandro Schmidt – www.autoracing.com.br

LS - www.autoracing.com.br

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