F1 – Equipes “em guerra” contra regras propostas para 2021

Largada do GP da Espanha

Está em curso uma guerra sobre as regras propostas para 2021. Em primeiro lugar, o limite orçamental de 175 milhões de dólares não inclui os custos de pilotos, motor, viagens e marketing. “Se contarmos isso, estamos de volta a 250 milhões”, disse Cyril Abiteboul, da Renault.

Por falar nisso, Toto Wolff, da Mercedes, não se importa com o valor de 175 milhões de dólares, e ele acha que sua equipe pode até mesmo manter sua enorme força de trabalho. “Poderíamos usar alguns de nossos funcionários para projetos externos, por exemplo, no túnel de vento que já alugamos aos clientes”, explicou ele.

Também controversa é a nova regra proposta de “parque fechado”, com carros essencialmente incapazes de serem trocados de sexta-feira até domingo. “Se não podemos sequer mudar a configuração, isso vai longe demais”, criticou um chefe de equipe.

Wolff confirmou ao jornal Bild: “Não vai criar mais imprevisibilidade, muito pelo contrário. As equipes vão fazer ainda mais para tornar os carros mais confiáveis”.

Ross Brawn, chefe esportivo da Liberty Media, admitiu que os regulamentos técnicos para o conceito básico do carro 2021 também estão causando ondas. “Há muita resistência”, declarou ele à revista Auto Motor und Sport. “Deixamos as equipes participarem no processo de desenvolvimento deste conceito, por isso não percebemos porque não fizeram soar o alarme mais cedo”.

As equipes estão alarmadas com o fato de os carros 2021 apresentarem muitas peças padronizadas, pouca liberdade técnica e serem demasiado pesados e pouco atrativos. “São carros padrão desde a parte traseira”, declarou um engenheiro. “Os carros terão todos o mesmo aspecto e só se distinguirão pela cor”.

Mattia Binotto da Ferrari confirma: “Não podemos nos diferenciar o suficiente”.

Para aliviar o descontentamento crescente, surge que o CEO da F1, Chase Carey, concordou em adiar a finalização das regras de 2021 até outubro. “A situação acalmou”, acredita Binotto.

Acredita-se que as equipes vão assinar uma carta declarando que vão participar do processo de melhoria das regras de 2021 até outubro. Max Verstappen acha que este é o caminho errado. “Há muita política nisto”, comentou o piloto da Red Bull à publicação holandesa Formule 1.

“Como pode ser corrigido? Deve haver uma pessoa da FIA ou FOM que diga ‘Estas são as regras’. A certa altura, alguém deveria dizer ‘Estas são as regras e vamos mantê-las durante dez anos’. Eu acho que se não tivéssemos mudado as regras com a asa da frente e assim por diante, já estaríamos mais próximos”, acrescentou Verstappen.

EB - www.autoracing.com.br

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