F1 – Entrevista com Lewis Hamilton

Lewis Hamilton – São Paulo 2018

Por: Adauto Silva

Hoje participei de uma concorrida coletiva de imprensa com mais de 100 jornalistas com Lewis Hamilton patrocinada pela Petronas.

O encontro foi em São Paulo no Hotel Palácio Tangará, o primeiro Hotel 6 estrelas do Brasil.

A entrevista atrasou mais de 1 hora para começar, mas valeu a pena. O pentacampeão mundial estava muito disposto a falar e nós conseguimos fazer uma pergunta a ele.

Hamilton veio direto do aeroporto para a entrevista e entrou no salão ao som de We are the champions da banda Queen, que foi tocada por um grupo brasileiro liderado pelo maestro João Carlos Martins.

Antes de tudo é muito bom ver a reverência genuína que Hamilton faz ao Brasil, aos brasileiros e principalmente a Ayrton Senna, além da pista de Interlagos, que ele diz ser especial e “cheia de truques”.

Perguntado logo no início o que ele poderia fazer para que mais pobres e negros conseguissem chegar ao topo do automobilismo mundial, ele repassou rapidamente sua própria história de muita luta dele e de seu pai e disse que sim, automobilismo é um esporte de elite e quem quiser chegar lá precisa lutar com unhas e dentes para conseguir. Seu pai, por exemplo, chegou a ter 4 empregos ao mesmo tempo para mal conseguir manter a casa e as corridas de kart, que Hamilton tanto amava e se dedicava.

“O equipamento é caro e a única maneira de baratear seria se muito mais gente participasse. Talvez um trabalho nas escolas dos países que mais gostam de automobilismo valesse a pena ser feito pela FIA”, disse ele.

“O esporte precisa ficar mais acessível, como o futebol. Não tenho todas as respostas, mas é algo que eu realmente queria me envolver. Quando tive meu primeiro encontro com Jean Todt, discutimos muito, principalmente sobre segurança. Aqui no Brasil muitos quiseram seguir os passos de Ayrton Senna, mas não conseguiram.”

A minha pergunta foi a terceira ou quarta e perguntei o seguinte: Lewis, em primeiro lugar parabéns pelo seu quinto título, na minha opinião o terceiro sem ter o melhor carro do grid. Eu escrevi um artigo sobre seus cinco títulos, mas uma questão ficou sem resposta. Você vai a partir de agora tentar chegar ao oitavo título?

Ele respondeu: “Muitas pessoas me perguntam isso. Honestamente, é muito importante não prometer nada. Sou muito grato por mais duas temporadas na Formula 1 (seu atual contrato termina em 2020), agora tive o quinto título. No momento não tenho nenhum sonho, é passo a passo. Não é meu objetivo, quero continuar evoluindo com essa equipe e trabalhar duro. Realmente acredito nessa equipe e na relação incrível que construímos, quero continuar melhorando. Meu primeiro objetivo agora é ganhar o título de construtores, que ainda não está garantido. Depois é melhorar pessoalmente e acredito que posso melhorar – disse Hamilton.”

Antes de acabar, João Carlos Martins fez uma homenagem bonita ao ir para o piano e tocar uma música para Hamilton, que depois recebeu uma placa da Fundação Bachiana, comandado pelo maestro, e ainda uma guitarra baiana utilizada no Carnaval. O pentacampeão agradeceu emocionado e fez uma doação à fundação.

Eu não levei câmera, na verdade nem tenho uma câmera boa o bastante para tirar fotos de alta precisão, ainda mais num ambiente com iluminação inadequada. Tentei tirar algumas com o meu celular, mas ficaram uma vergonha. Então pedi ao fotógrafo profissional Francisco Cepeda da AgNews – que estava sentado bem á minha frente – se ele podia me ceder sua pior foto do evento!

Aí ele muito gentilmente me enviou várias delas, inclusive todas que ilustram essa matéria!

Adauto Silva
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