F1 – Do real para o virtual

Lando Norris

Por: Bruno Aleixo

E eis que os pilotos de Fórmula 1 acabaram dando um jeito de driblar o tédio da quarentena, neste fim de semana. Por uma iniciativa de Lando Norris e Nicholas Latifi, personalidades do esporte a motor, do futebol e até da música se juntaram para disputar um GP do Barhein virtual, utilizando o F1 2019, última versão do game oficial da categoria. A prova teve transmissão ao vivo pelo Youtube, contando com narradores e comentaristas.

É evidente que não é a mesma coisa e nem nunca será. Mas também é óbvio que se trata de uma iniciativa positiva dos jovens pilotos, principalmente num momento em que a Fórmula 1 precisa desesperadamente rejuvenescer seu público alvo.

Tenho certa resistência em ver o esporte virtual como algo relevante, esportivamente falando. Mas não sei se estou certo no meu pensamento, talvez não. Existem modalidades que lotam estádios de futebol, movimentam milhões e milhões de dólares, elevam os melhores jogadores a um status de ídolo a nível de: esporte!

No caso do automobilismo há uma questão séria: a velocidade. Corrida de carros não é brincadeira e pode haver acidentes graves. No mundo virtual, eles não acontecem. O fato de o perigo estar à espreita, aliás, é um dos atrativos do esporte que tanto gostamos, não sejamos hipócritas. Ainda acho temerária a transição brusca dos pilotos virtuais para o mundo real, no caso das corridas. Talvez funcione em outras modalidades.

O que não invalida as emoções dos games que, aliás, vêm se tornando cada vez mais um espaço de imersão completa no mundo do esporte. No meu tempo de criança/adolescente, o grande atrativo era a série Grand Prix, que teve 4 títulos cada um melhor que o outro. O último exemplar, Grand Prix 4, até hoje é cultuado na internet, possuindo vários mods que permitem configurar o jogo da maneira que você quiser. Como foi projetado em uma época na qual não se tinham tantos recursos (o GP4 é de 2002), a simulação é aceitável, ainda que o jogo tenha sido feito para ser jogado com teclado.

Mas, a partir de 2010 a brincadeira começou a ficar séria. A Codemasters assumiu as rédeas da gamificação oficial da Fórmula 1 e o resultado melhora a cada ano. Eu mesmo me confesso um jogador quase viciado, principalmente em tempos de quarentena. E, de fato, a versão de 2019 traz uma imersão quase completa no mundo da Fórmula 1, em tudo o que isso tem de bom e de ruim. De bom, porque há uma sensação bastante real em pilotar os carros, sobretudo no que se refere à tecnologia dos motores híbridos, a necessidade de desenvolvimento constante do carro e o conhecimento das regras para evitar punições. E, claro, o comportamento dos carros, muito parecido com o que vemos na televisão.

A parte ruim é que o lado podre da Fórmula 1 também veio para o game. Nessa versão de 2019, por exemplo, existem as temidas ordens de equipe, acredite se quiser. Mas, para compensar, está disponível o modo clássico, no qual você pode acelerar carros que fizeram a história da categoria.

Enfim, o automobilismo virtual, para mim, continua sendo entretenimento. Mas um entretenimento cada vez mais próximo da realidade. E você? Conte aí nos comentários qual é a sua experiência com os games do mundo da velocidade!

Bruno Aleixo
São Paulo – SP

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