F1 – Autoracing Power Ranking 2019 – Parte 3

Autoracing Power Ranking

Nessa semana, assim como prometido, o Autoracing está divulgando o Ranking Geral dos pilotos de F1 de 2019. Você vai ver as colocações de todos os pilotos começando hoje e terminando nessa sexta-feira!

O critério para as notas é o menos empírico possível e levou em consideração os erros e acertos de cada piloto nos treinos livres, na classificações e corridas de toda a temporada de 2019. Mas o mais importante foi a performance relativa ao nível do carro de cada piloto e a seus adversários mais diretos, com os eventuais erros das equipes sendo descartados.

O ranking abaixo é o resultado da médias das notas que cada piloto recebeu em todos os GPs de 2019.

Os textos foram distribuídos entre os votantes de todas as corridas de 2019 assim:

Do P20 ao P17 – Eduardo Behling
Do P16 ao P13 – Leandro Schimidt
Do P12 ao P9 – Bruno Aleixo
Do P8 ao P5 – Fabio Campos
Do P4 ao P1 – Adauto Silva

Nico Hulkenberg

12. Nico Hulkenberg

Hulkenberg é aquele que foi, sem nunca ter sido. Parece estranho, mas o alemão goza de prestígio e reconhecimento por parte de torcedores, imprensa e equipes, mas jamais teve chance em times competitivos e, com isso, sai da Fórmula sem nunca ter sequer subido ao pódio. Seu grande destaque na carreira foi uma pole position, conquistada com a Williams, em seu ano de estreia (2010).

A questão é que 2019 não foi uma temporada espetacular para o eficiente alemão. Sim, ele foi rápido o suficiente com o equipamento que tinha. Não conseguiu superar o estrelado companheiro Daniel Ricciardo, mas isso já era esperado. Teve nas mãos o sonhado pódio na confusa prova da Alemanha, mas jogou fora ao escorregar na pista molhada, erro cometido por muitos outros, diga-se. Mas para Nico, o escorregão pode ter pesado mais. Quem sabe um podiozinho ali não teria garantido sorte melhor ao piloto?

Nunca saberemos. Mas, como dissemos no Loucos por Automobilismo, Hulkenberg não chega a ser um injustiçado. Poderia estar no grid do ano que vem tranquilamente (Force India, Alfa Romeo, Haas e até RedBull andam sentindo falta de pilotos) mas sua ausência também não é nenhum absurdo. Foram 9 temporadas completas, não é uma carreira desprezível. Mas também não é marcante a ponto de morrermos de saudade.

George Russell

11. George Russel

O sonho de todo moleque que começa novinho no kart é chegar à Fórmula 1. Entrar no seleto grupo dos 20 melhores pilotos do mundo (hãn, Stroll ?!?!?!) já é uma vitória, mas não deve deixar de ser frustrante conseguir tal feito justamente na pior equipe do grid e sem ter sequer como competir com um companheiro de equipe decente. Pois foi isso que aconteceu com George Russell, jovem promessa britânica, campeão da Fórmula 2, da GP3 e devidamente cooptado para o programa de formação da Mercedes.

O problema é que uma vaguinha na equipe prateada jamais esteve próxima de ser conquistada. Com isso, sobrou a Williams no pior momento de sua rica história, ao lado de Robert Kubica, um ex-piloto em atividade. Bom, com tão poucos incentivos, Russell cumpriu seu papel. Em classificações, deu uma goleada de 21×0 no experiente companheiro. Na Hungria, por exemplo, enfiou-se na 16ª posição, à frente de gente como Sérgio Perez e Daniel Ricciardo. Em corrida, não havia muito o que fazer, a não ser permanecer na pista, o que ele parece ter conseguido. Kubica marcou um ponto na Alemanha, mas a prova foi marcada por vários abandonos, desclassificações, batidas e rodadas.

Infelizmente, os números não ajudam para uma avaliação mais aprofundada. Para 2020, Russell segue na Williams, com pouca perspectiva de melhora do time inglês. Pelo menos, na garagem ao lado, vai contar com Nicholas Latifi, jovem canadense que chega com maiores condições de desafiá-lo. Talvez assim comece a valer a pena a chegada à F1.

Daniel Ricciardo

10. Daniel Ricciardo

Em nove temporadas de Fórmula 1, Daniel Ricciardo construiu uma trajetória respeitável. Bem mais respeitável do que seus feitos em categorias de base, que foram bem modestos, diga-se. Mas, na principal categoria do automobilismo o simpático e sorridente australiano se encontrou. Depois de bons serviços prestados às modestas Hispânia e Toro Rosso, chegou à Red Bull em 2014, para substituir o recém aposentado Mark Webber. De cara, conseguiu três vitórias e, mais do que isso, colocou o tetracampeão Sebastian Vettel no bolso. Fez o mesmo com Daniil Kvyat, quando este também chegou ao time austríaco. Entre 2016 e 2018 dividiu os boxes com Max Verstappen e encarou o talentoso holandês de igual para igual.

Talvez por enxergar na Renault uma possibilidade futura, com uma equipe de fábrica, se mandou para lá, com um polpudo e merecido salário. E, em 2019, sumiu no meio do grid. Não que não fosse esperado: o abismo entre o desempenho de Mercedes, Ferrari e Red Bull para o resto é algo que a F1 precisa resolver urgentemente.

Ainda assim, depois que pegou a “mão” do carro, pudemos voltar a ver o Ricciardo ao qual nos acostumamos. Dono de uma técnica de ultrapassagem rara, e uma capacidade de frenagem refinadíssima, o australiano é o típico “piloto da galera”. Faz manobras que levantam arquibancadas, causam aquele frisson que só o esporte é capaz de proporcionar. Embora as perspectivas não sejam as melhores para 2020, fica a torcida para que a Renault se acerte logo e entre em 2021 com um equipamento mais decente. A presença de Daniel Ricciardo entre os primeiros colocados faz bem para todo mundo.

Daniil Kvyat

9. Daniil Kvyat

Sabe aquele pódio na Alemanha, que falamos mais acima, na análise sobre Nico Hulkenberg? Pois é, ficou com Daniil Kvyat, esse piloto russo que renasceu para a Fórmula 1 depois de ser defenestrado pela RedBull. Pois foi justamente a equipe das latinhas, ao se ver novamente sem pilotos, que o buscou de volta para a Toro Rosso.

Não teve uma temporada gloriosa em 2019, mas fez o suficiente para passar de ano. No caso do grupo RedBull/ToroRosso já é bastante coisa. Ele mesmo já teve sua chance na equipe principal, em 2015, mas foi trocado por Max Verstappen na temporada seguinte, o que, convenhamos, não chega a ser uma vergonha.

Kvyat segue na Toro Rosso em 2019, com a perspectiva de uma nova chance na equipe principal, caso Alex Albon falhe. Se ela vier, que ele possa aproveitá-la melhor.

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Ranking Piloto  Média final
9 Daniil Kvyat 6,98
10 Daniel Ricciardo 6,91
11 George Russell 6,84
12 Nico Hulkenberg 6,78

Bruno Aleixo
São Paulo – SP

Quem votou?

Adauto Silva: publicitário, jornalista, ex-kartista, ex-piloto amador, editor chefe do Autoracing e comentarista do Loucos.
Fabio Campos: jornalista especializado em automobilismo e comentarista do Loucos.
Bruno Aleixo: kartista, jornalista especializado em automobilismo e comentarista do Loucos.
Leandro Schmidt: jornalista especializado em automobilismo, vice-campeão mundial de simulador de F1, vencedor da única etapa do Trofeu Maserati que participou em Interlagos e colaborador do Autoracing.
Eduardo Behling: jornalista especializado em automobilismo e colaborador do Autoracing.

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