F1 – Autoracing Power Ranking 2019 – Parte 2

Autoracing Power Ranking

Nessa semana, assim como prometido, o Autoracing está divulgando o Ranking Geral dos pilotos de F1 de 2019. Você vai ver as colocações de todos os pilotos começando hoje e terminando nessa sexta-feira!

O critério para as notas é o menos empírico possível e levou em consideração os erros e acertos de cada piloto nos treinos livres, na classificações e corridas de toda a temporada de 2019. Mas o mais importante foi a performance relativa ao nível do carro de cada piloto e a seus adversários mais diretos, com os eventuais erros das equipes sendo descartados.

O ranking abaixo é o resultado da médias das notas que cada piloto recebeu em todos os GPs de 2019.

Os textos foram distribuídos entre os votantes de todas as corridas de 2019 assim:

Do P20 ao P17 – Eduardo Behling
Do P16 ao P13 – Leandro Schimidt
Do P12 ao P9 – Bruno Aleixo
Do P8 ao P5 – Fabio Campos
Do P4 ao P1 – Adauto Silva

Antonio Giovinazzi

16. Antonio Giovinazzi

Em sua primeira temporada completa na F1, o italiano teve um mau começo. Ele viu seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen conseguir uma sequência de bons resultados nas corridas iniciais e só marcou seu primeiro ponto no GP da Áustria. Foi bastante criticado por sua batida na última volta que lhe custou mais pontos em Spa e corria o risco de perder sua vaga na Alfa Romeo para Nico Hulkenberg (que, segundo relatos, era a opção preferida do chefe Frederic Vasseur), mas acabou tendo seu contrato renovado para 2020 graças a uma melhoria depois daquele incidente.

Após chegar entre os 10 primeiros em Monza e Cingapura, Giovinazzi obteve seu melhor resultado do ano, um quinto lugar, na “corrida maluca” de Interlagos. Como jovem promessa, talvez fosse esperado que ele batesse um piloto em final de carreira como Raikkonen com alguma facilidade, mas isso não aconteceu. Ainda precisa melhorar no próximo ano para consolidar seu lugar na categoria.

Pierre Gasly

15. Pierre Gasly

Como ele próprio definiu, foi o ano mais difícil de sua carreira. Após a surpreendente ida de Daniel Ricciardo para a Renault, Gasly foi promovido da Toro Rosso como seu substituto na Red Bull. As coisas começaram mal já nos testes de pré-temporada, quando ele bateu duas vezes e foi abertamente criticado por Helmut Marko.

Com o início das corridas, ficou claro que ele não tinha a mínima condição de acompanhar o ritmo de seu companheiro Max Verstappen. Um aparente passo à frente quando ele passou a usar o mesmo acerto do holandês em Silverstone não se concretizou nos GPs seguintes do primeiro semestre, e Gasly inclusive tomou uma volta na vitória antológica de Verstappen na Áustria. Marko havia garantido sua permanência na equipe principal até o final do ano, mas sua troca de assento com o estreante Alex Albon, da Toro Rosso, foi anunciada durante o recesso de verão.

Ao contrário do que acontecera anteriormente com Daniil Kvyat, a mudança pareceu restaurar sua confiança. Mesmo sem conhecer o carro de 2019, Gasly foi superior ao russo na segunda metade da temporada e teve seus esforços recompensados com o espetacular segundo lugar em Interlagos, seu primeiro pódio na F1.

Kimi Raikkonen

14. Kimi Raikkonen

Para alguém que completou 40 anos em 2019 e admitiu continuar na F1 apenas por “hobby”, Raikkonen fez uma boa temporada, principalmente na primeira metade. Em seu retorno à equipe Sauber pela qual estreou na categoria em 2001, agora chamada Alfa Romeo, ele marcou pontos nas quatro primeiras etapas e dominou com facilidade seu jovem companheiro Antonio Giovinazzi.

Seu melhor resultado no ano foi a quarta posição em Interlagos, mas ele não chegou entre os 10 primeiros em nenhum outro GP após o recesso de verão. Isso indica mais que a Alfa ficou para trás na corrida do desenvolvimento, e não uma queda de desempenho pessoal, já que Raikkonen continuou se posicionando à frente de Giovinazzi na maioria das corridas.

Ele tem mais um ano de contrato com a equipe, provou que ainda traz resultados e continua sendo um dos favoritos dos fãs por sua personalidade única, mas seu futuro além de 2020 é incerto. Com seu grande talento natural, experiência e agora correndo sem pressão, não seria uma surpresa se Raikkonen continuasse firme e forte na estreia do novo regulamento em 2021.

Sebastian Vettel

13. Sebastian Vettel

O sonho de ser campeão na Ferrari pareceu mais distante do que nunca em 2019. Mesmo com os erros do ano passado, Vettel começou a temporada como primeiro piloto declarado da equipe italiana e era considerado um dos favoritos ao título, mas a superioridade da Mercedes e a chegada de um novo companheiro acabaram rapidamente com suas esperanças. Apesar de estar apenas em sua segunda temporada completa na F1, Charles Leclerc mostrou ser mais rápido que Vettel desde a primeira corrida.

Curiosamente, os piores momentos do alemão neste ano coincidiram com alguns dos melhores momentos do monegasco, o que fez sua temporada parecer ainda pior. No Bahrain, ele foi facilmente ultrapassado por Leclerc – que largou na pole e dominou a prova antes de perder a vitória por causa de um problema mecânico – e depois rodou em uma disputa com Lewis Hamilton. Em Silverstone, onde Leclerc teve a melhor batalha do ano com Max Verstappen sem nenhum incidente, Vettel cometeu um erro grosseiro e bateu na traseira do holandês quando tentava dar o troco após tomar uma ultrapassagem. Em Spa e Monza, palco das primeiras vitórias de Leclerc na F1, Vettel teve suas atuações mais desastrosas, inclusive rodando sozinho diante dos fãs italianos. Para completar, houve a batida entre os dois em Interlagos na qual a maioria o considerou culpado.

Seus destaques positivos foram no Canadá, onde ele fez a pole, liderou toda a corrida e cruzou a linha de chegada na frente, mas uma punição absurda lhe custou o primeiro lugar. E em Cingapura, Vettel foi bastante ajudado pela estratégia da Ferrari e finalmente acabou com seu jejum de 22 GPs sem vitórias.

Um tetracampeão mundial na equipe que foi a segunda melhor na maior parte da temporada em 13º no ranking é difícil de aceitar. Seu declínio parece ter coincidido com o começo da era híbrida, que o desagrada abertamente como ficou claro mais uma vez quando ele disse pelo rádio “tragam os V12 de volta” após a falha de seu motor em Sochi. O novo regulamento de 2021 pode ser sua última esperança de voltar a ser o piloto que era até 2013. Resta saber se a paciência da Ferrari vai durar até lá.

Ranking Piloto  Média final
13 Sebastian Vettel 6,69
14 Kimi Raikkonen 6,65
15 Pierre Gasly 6,45
16 Antonio Giovinazzi 6,45

Leandro Schimidt
Araraquara – SP

Quem votou?

Adauto Silva: publicitário, jornalista, ex-kartista, ex-piloto amador, editor chefe do Autoracing e comentarista do Loucos.
Fabio Campos: jornalista especializado em automobilismo e comentarista do Loucos.
Bruno Aleixo: kartista, jornalista especializado em automobilismo e comentarista do Loucos.
Leandro Schmidt: jornalista especializado em automobilismo, vice-campeão mundial de simulador de F1, vencedor da única etapa do Trofeu Maserati que participou em Interlagos e colaborador do Autoracing.
Eduardo Behling: jornalista especializado em automobilismo e colaborador do Autoracing.

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