F1 – Arrivabene revela a fraqueza que a Ferrari precisa superar

Ferrari

Maurizio Arrivabene acredita que há áreas nas quais a Ferrari é superior à Mercedes, mas o chefe da Scuderia também reconhece uma grande fraqueza que sua equipe precisa superar.

Pelo segundo ano consecutivo, Ferrari e Sebastian Vettel desperdiçaram suas chances de título contra a Mercedes e Lewis Hamilton na reta final do campeonato.

Fazendo um retrospecto da atual campanha e dos eventos que se desenrolaram desde o final do verão, Arrivabene acredita que a Ferrari talvez tenha sido vítima de seus próprios medos, à medida que desabou sob a pressão de Mercedes.

“Há áreas em que somos superiores, outras não”, disse o italiano em Monza no último final de semana. “Mas acho que ainda não temos o hábito de vencer”.

“Para eles ter uma dobradinha é quase comum. Para nós ainda é um evento excepcional. Devemos estar mais conscientes dos nossos meios, e não ter medo de ganhar”.

“No tênis eles chamam de ‘il braccino’: o medo de vencer vem quando você está perto de ganhar. Devemos confiar em nós mesmos e fazer da vitória um bom hábito”.

Entre as lições aprendidas pela Scuderia e por ele mesmo este ano, Arrivabene observou que recorrer ao jogo da culpa na sequência de um acidente ou erro era uma proposta perdedora, independentemente de quem pudesse estar em falta.

“Houve um momento [em 2018] quando éramos um fenômeno, depois uma fase em que o dedo estava apontado para o piloto e finalmente seguido de um período em que o carro era o alvo”, explicou.

“No final, entendemos ainda mais que ganhamos e perdemos todos juntos. Houve erros de Vettel e, em menor grau, da equipe, mas a lição que entendemos é que você não precisa apontar o dedo para alguém”.

“Há um chefe da equipe de corrida e sou eu. Eu fiquei com raiva uma vez (em Suzuka – após o erro de pneus da equipe na classificação), mas acho que uma vez em três anos e meio podemos aceitar”.

“Quando as coisas dão errado, eu estou aqui e sempre disse isso. Mas quando tudo está bem, minha satisfação é ir ao pódio, cantar o hino e aplaudir”, acrescentou.

“Uma vez, talvez eu também suba no pódio, mas há uma longa lista de pessoas que merecem ir até lá antes de mim”.

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IB - www.autoracing.com.br

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